A fantasia do “Anjo do Lar”: construção da identidade “mulheres” na revista Medina (1941-1945)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2318-8855.v15i1p29-74

Palavras-chave:

Anjo do Lar, eco da fantasia, História das Relações de Gênero, Primeiro Franquismo, Medina

Resumo

Este artigo investiga a construção de identidades coletivas femininas a partir do conceito de “eco da fantasia”, desenvolvido por Joan Scott. Sob o prisma da História das Relações de Gênero, evidencia-se como a fantasia pode constituir uma ferramenta analítica para afastar a categoria “mulheres” de essencialismos. Em seguida, o conceito de Scott é aplicado ao contexto do Primeiro Franquismo (1939–1959) a fim de analisar a invenção da identidade das falangistas na revista Medina (1941–1945), publicada pela Seção Feminina da Falange Espanhola. Para descrever a fantasia evocada em Medina, recorremos ao fantasma do “Anjo do Lar” discutido por Virginia Woolf. Tal espectro sintetiza ideais de abnegação e sacrifício promovidos em um modelo de feminilidade doméstica que, paradoxalmente, incentivou a agência feminina fora do lar.

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Biografia do Autor

  • Gabriela Rocha de Oliveira, Universidade de São Paulo

    Bacharel em História e graduanda na licenciatura de História pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Membro do Grândola – Grupo de Estudos de História Ibérica Contemporânea e bolsista de Iniciação Científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) no ano de 2025, com projeto sobre as relações de gênero durante o Franquismo.

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Imagens

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Arquivos adicionais

Publicado

2026-09-22

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Oliveira, G. R. de. (2026). A fantasia do “Anjo do Lar”: construção da identidade “mulheres” na revista Medina (1941-1945). Epígrafe, 15(1), 29-74. https://doi.org/10.11606/issn.2318-8855.v15i1p29-74

Dados de financiamento