O PROBLEMA POLÍTICO DO ELO DE SOLIDARIEDADE
Uma aproximação entre Virginia Woolf e Espinosa
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2447-9012.espinosa.2025.237235Palabras clave:
Espinosa, Ética, Imaginação, Simpatia, Solidariedade, Virginia WoolfResumen
Em 1931, Virginia Woolf publicou o ensaio Carta Introdutória a Margaret Llewelyn Davies que serviu de introdução ao livro Life as we have known it, uma coletânea que reuniu as memórias e os relatos das vidas de mulheres trabalhadoras integrantes da Women’s Co-operative Guild. Neste texto, Virginia reflete sobre a atuação das mulheres trabalhadoras da Guilda no processo de transformação social e a relação estabelecida entre a classe trabalhadora e pessoas de sua própria classe. Para expressar o laço que as une, ela concebeu o termo simpatia fictícia, a simpatia do olho e da imaginação. Uma simpatia imperfeita, pois, para ela, a diferença de classe se apresenta como uma barreira intransponível para uma simpatia do coração e dos nervos. Como o eco espinosano se faz presente em diversos escritos da autora, propomos neste artigo uma aproximação entre Virginia Woolf e Espinosa, buscando entender esse duo simpatia fictícia x simpatia do coração e dos nervos a partir da teoria da imaginação e da sociabilidade presente na Ética.
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