Le lieu de l'enfance aujourd'hui : diagnosticalisation en temps anonymes

Auteurs

  • Mariana Sica Universidade de São Paulo. Faculdade de Educação

DOI :

https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v30i2p222-231

Mots-clés :

enfance, autorité, anonymat, éducation, santé

Résumé

Dans cet article, nous discutons le changement opéré dans la modernité, qui, tout en créant la notion d'enfance, réalise un tournant discursif dans la position subjective des adultes et des enfants. Il en découle que les adultes, surtout de nos jours, semblent ne plus pouvoir parler avec les enfants et d'eux depuis une position subjective non anonyme, c'est-à-dire depuis un lieu d'autorité, tel que compris dans la pensée psychanalytique et arendtienne. La difficulté de maintenir cette asymétrie structurelle entraîne une nécessité croissante de soutenir le dire et le faire auprès des enfants dans les diagnostics, quelque chose de très marqué dans le domaine de l'éducation et de la santé. Enfin, nous présentons brièvement quelques expériences qui s'éloignent de cette régularité et nous inspirent à penser à d'autres façons de nous impliquer dans la vie avec les autres.

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Biographie de l'auteur

  • Mariana Sica, Universidade de São Paulo. Faculdade de Educação

    Psicóloga e psicanalista. Doutoranda em Educação, pela Faculdade de Educação (FEUSP), São Paulo, SP, Brasil. 

Références

American psychiatric association. (2013). Diagnostic and statistical manual of mental disorders: DSM-5. 5. ed. Arlington, VA: American Psychiatric Publishing

Arendt, H. (2004). Responsabilidade e julgamento (R. Eichenberg, trad.). São Paulo: Cia das Letras.

Arendt, H. (2016). A crise na educação. In H. Arendt, Entre o passado e o futuro (pp. 221-247). São Paulo: Perspectiva, (Trabalho original publicado em 1954).

Ariés, P. (1986). História social da criança e da família (D. Flaksman, trad.). Rio de Janeiro: Guanabara.

Bernardino, L. (2015). O psicanalista e as psicopatologias da infância. In M. Kamers; R. M. M. Mariotto; & R. Voltolini (Orgs.), Por uma nova psicopatologia da infância e adolescência. São Paulo: Escuta.

Charlot, B. (2020). Educação ou barbárie. São Paulo: Cortez Editora.

Fanizzi, C. (2023). O sofrimento docente: apenas aqueles que agem podem também sofrer. São Paulo: Ed. Contexto.

Fanizzi, C. (2024/set.) Sobre palavras, dignidade e educação. Cosmopolita. IPEP. Disponível em cosmopolita.ipep-psicanalise.com.br/uncategorized/26/09/2024/

Freud, S. (2010). Introdução ao narcisismo. In S. Freud, Obras Completas (Vol.12). São Paulo: Cia das Letras (Trabalho original publicado em 1914).

Freud, S. (2014). Inibição, sintoma e angústia. In S. Freud, Obras Completas (Vol.17). São Paulo: CIA das Letras (Trabalho original publicado em 1926).

Freud, S. (2010). Por que a guerra. Carta a Einsten. In S. Freud, O mal-estar na civilização, novas conferências introdutórias e outros textos. São Paulo: Cia das Letras (Trabalho original publicado em 1932).

Lajonquière, L. (2009). Infância e ilusão psicopedagógica. Petrópolis: Ed. Vozes (Trabalho original publicado em 1999).

Lebrun, J-P. (2010). O mal-estar na subjetivação. Porto Alegre: Ed. CMC.

Lévi-Strauss, C. (2008). A eficácia simbólica. In C. Lévi-Strauss, Antropologia Estrutural (B. P. Moisés, trad.). São Paulo: CosacNaify (Trabalho original publicado em 1958).

Sica, M. (2021). Uma experiência em Bonneuil: notas para pensar a inclusão. In J. Rosado; & M. Pessoa (Orgs.), Abelhas não fazem fofoca: estudos psicanalíticos no campo da educação. São Paulo: Instituto Langage.

Silva, M. L. (2007). A constituição da Escola Bosque como centro de referência em educação ambiental. In Ministério da Educação, Ministério do Meio Ambiente. Vamos cuidar do Brasil: conceitos e práticas em educação ambiental na escola. Ministério da Educação. Disponível em: https://portal.educacao.rs.gov.br/Portals/1/Files/2186.pdf#page=116

Téléchargements

Publiée

2025-08-31

Numéro

Rubrique

Articles

Comment citer

Sica, M. (2025). Le lieu de l’enfance aujourd’hui : diagnosticalisation en temps anonymes. Styles De La Clinique. Revue Sur Les Vicissitudes De l’enfance, 30(2), 222-231. https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v30i2p222-231