Mulher e Funk: as relações mulheristas na cultura diaspórica do Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.11606/extraprensa2022.185041Palabras clave:
Mujerismo, Funk carioca, MCs, Cultura, DiásporaResumen
Este artículo busca comprender la resistencia femenina de la diáspora negra ante su borrado por la sociedad a partir de un estudio reflexivo de la relación de las mujeres con el movimiento funk carioca y el mujerismo. Asimismo, pretende identificar las cuestiones de género relacionadas con las mujeres que bailan funk y las cuestiones del feminismo negro o mujerismo, como se ha llamado el feminismo de las mujeres no blancas. Este trabajo partió de mi investigación en la maestría en Relaciones Étnico-Raciales, en la cual investigué la relación del movimiento funk con los estudiantes adolescentes en la escuela pública de Río de Janeiro. Esta vez propongo que, a partir del estudio de este mismo movimiento cultural, investiguemos las representaciones de lo femenino en las letras del funk por parte de las MCs en la estética y en los factores que pueden llevarnos a comprender el comportamiento político de las mujeres funk entendiendo por político, aquí, todo comportamiento social que se presta a la contestación.
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