A invenção do sujeito biológico e o governamento da vida
(ainda) as reflexões de Giorgio Agamben sobre a pandemia de SARS-CoV-2
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2178-6224v20i2p%25pPalabras clave:
Governabilidade biopolítica, Governabilidade da vida, Giorgio AgambenResumen
Este artigo se situa entre a filosofia política e a filosofia da biologia ao problematizar as reflexões do filósofo Giorgio Agamben sobre a pandemia de SARS-CoV-2. Ao promover o debate biopolítico, Agamben reafirma o argumento da politização pandêmica sob o paradoxo da in/segurança apoiado em uma racionalidade biológica e observado na organização daquilo que o autor denominou estado securitário. Para tanto, serve-se de Michel Foucault ao explorar questões relacionadas à emergência de um saber-bios necessário ao exercício de um poder-bios (biopoder). Por fim, especula sobre a constituição do sujeito biológico como um modo de subjetivação securitária como resposta à crítica de Agamben à passividade dos indivíduos em face à aceitação pacífica de um governo de exceção durante a pandemia, motivando a escolha da população pela vida biológica em detrimento das demais formas de vida.
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