Apresentação
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2176-9419.v26i1p7-8Keywords:
Portuguese Philology and LinguisticsAbstract
O volume 26, n.º 1, da revista Filologia e Linguística Portuguesa reúne artigos sobre diferentes temáticas, tais como filologia, crítica textual, análise do discurso, fonologia, funções sintáticas e linguística histórica. Abre-se o volume com o artigo intitulado O estudo diplomático de manuscritos de e sobre mulheres na América Portuguesa: cartas, respostas e informações. As autoras Beatriz de Freitas Cardenete, Elisa Hardt Leitão Motta e Vanessa Martins do Monte fazem uma análise diplomática de cartas, respostas e informações, datadas do séc. XVIII ao séc. XIX e redigidas na América Portuguesa. Nas cartas, escritas por mulheres, as respostas e as informações vêm anexadas a requerimentos movidos por mulheres. Embora os textos estudados tenham estruturas semelhantes, um exame diplomático atento leva as autoras a concluir que se trata de documentos de tipologias distintas. Em Os processos referenciais à luz da Teoria da Acessibilidade na edição crítico-genética do conto Os caminhos de Moreira Campos, os autores Claudeirton Madeira Castelo e Luiz Eleildo Pereira Alves propõem uma interface teórica entre linguística textual e filologia textual. Os autores têm como objetivo investigar os processos referenciais nos manuscritos de uma edição crítico-genética de Moreira Campos e suas implicações na construção de sentido do texto. O terceiro artigo do volume intitula-se A exclusão na escrita de si: o discurso jurídico em cartas de adolescentes privados de liberdade, da autoria de Fernando Miranda Arraz e Daniella Lopes Dias Ignácio Rodrigues. Os autores têm como objetivo compreender como a exclusão se manifesta discursivamente no processo de subjetivação. Estudam-se, para esse fim, cartas de adolescentes privados de liberdade, endereçadas a familiares. Sob o título A aparente ausência de vogais postônicas mediais na variedade de São Carlos (SP), Tiago Pereira Rodrigues e Pablo Arantes apresentam um estudo em que identificam possíveis fatores favorecedores da aparente ausência de vogais postônicas mediais em palavras proparoxítonas. Verificam possíveis evidências a favor da hipótese segundo a qual casos de aparente ausência de vogais postônicas mediais com fricativa em contexto precedente a essas vogais podem ser interpretados como realizações de vogal postônica medial totalmente encoberta pelo ruído da fricativa. No artigo intitulado Produção e percepção caminham juntas? Um estudo comparado entre produção e percepção das interrogativas totais neutras no Português do Brasil, Joelma Castelo Bernardo da Silva, Flaviane Romani Fernandes-Svartman, Denise Cristina Kluge e Ronaldo Mangueira Lima Júnior investigam a percepção da entoação nos tipos frásicos interrogativos totais em seis variedades do Português do Brasil. Os autores confirmam a distribuição dialetal de um continuum de Norte a Sul na Costa Atlântica brasileira e sugerem que os falantes das localidades de uma mesma região não identificam igualmente essas diferenças. Segue o volume com o artigo intitulado Ocorrência de processos fonológicos na formação de blends do português brasileiro. Os autores Emerson Viana Braga e Vera Pacheco questionam-se sobre a possibilidade de os blends desencadearem processos fonológicos. O objetivo do estudo é verificar a ocorrência da haplologia nos blends, a fim de compreender de que maneira o fenômeno fonológico é acionado. Em seu artigo, intitulado O estatuto funcional de sintagmas preposicionais dos verbos ir e morar: adjunto ou complemento?, Lorenzo Vitral retoma a discussão tradicional sobre a distinção entre as funções de adjunto e complemento, verificando qual é a análise adequada para os sintagmas preposicionais que aparecem com os verbos ir e morar. Defende-se a proposta de que esses sintagmas preposicionais são argumentos capazes de saturar um predicado e que devem ser analisados como complementos indiretos dos verbos ir e morar. Conclui o volume o artigo intitulado As formas de referência ao interlocutor ao longo de dois séculos em cartas portuguesas: a estabilidade do sistema de tratamento europeu. No texto, as autoras Janaina Pedreira Fernandes de Souza e Célia Regina dos Santos Lopes apresentam uma análise sobre as formas de tratamento utilizadas como pronome-sujeito no Português Europeu, com base em cartas pessoais escritas entre os séculos XIX e XX.
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