Sustentabilidade na agricultura familiar e a influência dos atores regionais: estudo de caso da região de Parauapebas-PA
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2179-0892.geousp.2016.122550Palabras clave:
Agricultura sustentável. Atores. Conflito. Cooperativa. Influência.Resumen
Este texto analisa o papel dos atores regionais na sustentabilidade da agricultura familiar da área de proteção ambiental do Igarapé Gelado, tomando como base os resultados do programa Duramaz-1 (Determinantes do Desenvolvimento Sustentável na Amazônia), e atualiza alguns dados dessa experiência. Entre 2009 e 2013, tendo mudado a função de alguns atores, a situação evoluiu, resultando no êxito da produção agrícola sustentável e do extrativismo de frutos nativos para um pequeno grupo, enquanto a maioria dos moradores da APA se vê privada de tais iniciativas, seja por desinteresse ou por dependência e falta de empoderamento, exclusão ou dificuldade financeira, reduzindo a possibilidade de ampliação desse tipo de ação, fatores que potencialmente ameaçam a produção sustentável em uma APA.
Descargas
Referencias
ALTIERI, M. Agroecologia: bases científicas para uma agricultura sustentável. São Paulo/Rio de Janeiro: Expressão Popular/AS-PTA, 2012.
AQUINO, M. J. S. O ferro e a “canga”: disputas e parcerias na conservação e exploração mineral em Carajás. In: ENCONTRO DA ANPPAS, 3., 23-26 maio 2006, Brasília. Anais... Brasília, 2006.
ARIMA, E.; BARRETO, P.; BRITO, M. Pecuária na Amazônia: tendências e implicações para a conservação ambiental. Belém: Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia, 2005.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000. Regulamenta o Art. 225, § 1o, incisos I, II, III e VII da Constituição Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências. Disponível em: http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=322. Acesso em: 22 nov. 2016.
BRASIL. Presidência da República. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Medida Provisória n. 1.511, de 25 de julho de 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/mpv/Antigas/1511.htm. Acesso em: 22 nov. 2016.
COSTA, J. M.; HIRT, C. Repercussões territoriais das ações públicas e privadas na Amazônia Oriental. Revista Geográfica de América Central, San José, v. 2, p. 1-16, 2011.
DROULERS, M. et al. Um sistema de indicadores de desenvolvimento sustentável na Amazônia. Sustentabilidade em Debate. Brasília, v. 2, n. 1, 2001. Disponível em: http://seer.bce.unb.br/index.php/sust/article/viewArticle/3916. Acesso em: 17 mar. 2012.
DURKHEIM, E. As regras do método sociológico. São Paulo: Abril Cultural, 1978. (Coleção Os Pensadores.)
FUNDAÇÃO VALE. Um olhar sobre Parauapebas: diagnóstico socioeconômico. Disponível em: http://www.fundacaovale.org/pt-br/a-fundacao-vale/como-atuamos/Documents/estrada-de-ferro-carajas/livreto_Parauapebas_Par%C3%A1.pdf. Acesso em: 25 mar. 2012.
IBGE. Infográfico da evolução populacional de Parauapebas. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=150553&search=para|parauapebas#historico. Acesso em: 11 set. 2013.
LE TOURNEAU, F.-M.; DROULERS, M. (Dir.). L’Amazonie brésilienne et le développement durable. Paris: Belim, 2010.
MARCHAND, G. Un système d’indicateurs pour évaluer les impacts territoriaux des politiques de développement durable dans les zones rurales d’Amazonie brésilienne: l’expérience Duramaz. Tese (Doutorado em Geografia, Desenvolvimento e Urbanismo) – Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3, Paris, 2010.
MELLO-THÉRY, N. A.; THÉRY, H. Carajás-Parauapebas: conflitos entre modelos de desenvolvimento na Amazônia Oriental. Revista Praia Vermelha, Rio de Janeiro, v. 19, n. 2, p. 73-88, 2009. Disponível em: http://200.144.190.38:8180/xmlui/handle/1/177. Acesso em: 17 mar. 2012.
MELLO, N. A.; VAN TILBEURGH, V. A proteção da floresta amazônica: políticas de Estado, percepção dos atores e gestão dos espaços locais. In: ENCONTRO NACIONAL DA ANPEGE, 8., set. 2009, Curitiba. Disponível em: http://hal.archives-ouvertes.fr/docs/00/45/70/07/PDF/Anpege_Duramaz_Neli_e_Veronique_final.pdf. Acesso em: 20 mar. 2012.
MONTEIRO, M. A.; COELHO, M. C. N. As políticas federais e reconfigurações espaciais na Amazônia. Novos Cadernos Naea, v. 7, n. 1, p. 91-122, jun. 2004. Disponível em: http://www.periodicos.ufpa.br/index.php/ncn/article/viewFile/38/32. Acesso em: 19 jun. 2013.
MUCHAGATA, M. G. O papel das organizações de agricultores nas transformações recentes do uso do espaço em região de fronteira amazônica: o caso da região de Marabá. In: SAYAGO, D.; TOURRAND, J. F.; BURSZTYN, M. Amazônia: cenas e cenários. Brasília: Universidade de Brasília, 2004.
SANTOS, R. F. Planejamento ambiental: teoria e prática. São Paulo: Oficina de Textos, 2004.
SIMIONI, F. J. et al. Lealdade e oportunismo nas cooperativas: desafios e mudanças na gestão. Revista de Economia e Sociologia Rural, Brasília, v. 47, n. 3, p. 739-765, set. 2009. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/resr/v47n3/v47n3a10.pdf. Acesso em: 22 nov. 2016.
SNUC. Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Texto da Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000, e vetos da presidência da República ao PL aprovado pelo Congresso Nacional. 2. ed. ampl. São Paulo: Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, 2000. Disponível em: http://www.rbma.org.br/rbma/pdf/Caderno_18_2ed.pdf. Acesso em: 22 nov. 2016.
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2016 Neli Aparecida de Mello Thery

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Los autores que publiquen en esta revista estarán de acuerdo con los siguientes términos:
- Los autores conservan los derechos de autor y otorgan a la revista el derecho a la primera publicación, con el trabajo con una licencia de uso de atribución CC-BY, que permite distribuir, mezclar, adaptar y crear con base en su trabajo, siempre que sean respetados los derechos de autor, de la forma especificada por CS.
- Los autores están autorizados a asumir contratos adicionales y por separado, para la distribución no exclusiva de la versión del trabajo publicado en esta revista (por ejemplo, publicación en repositorio institucional o como capítulo de un libro), con reconocimiento de autoría y publicación inicial en esta revista.
- Se permite y se alienta a los autores a publicar y distribuir su trabajo en línea (por ejemplo, en repositorios institucionales o en su página personal) en cualquier momento antes o durante el proceso editorial, ya que esto puede generar cambios productivos, así como aumentar el impacto y las citaciones del trabajo publicado (ver El efecto del acceso abierto).

