Ouro para fora, lixo para dentro: as inserções de Gana na divisão internacional do trabalho contemporânea e a recommodização da economia
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2179-0892.geousp.2018.137274Palabras clave:
Ouro, lixo-eletrônico, Gana, Divisão Internacional do Trabalho, RecommodizaçãoResumen
O território ganense possui uma rica variedade de recursos minerais – como ouro, manganês, bauxita e diamantes – que tem sido explorada por grandes corporações estrangeiras desde o final do século XX, quando o país executou reformas neoliberais. A exportação de minerais é uma componente chave na inserção do país no mercado internacional, trazendo substanciais recursos externos para o Estado. Ao mesmo tempo, devido a falta de industrialização de sua economia, Gana tornou-se altamente dependente da importação de bens manufaturados de segunda mão, como bens eletroeletrônicos (mas também automóveis e roupas), importados principalmente da Europa e da América do Norte. Aproximadamente 60% desses bens não podem ser reutilizados em suas funções originais, tornando-se lixo (lixo eletrônico) que se acumula no bairro de Agbogbloshie em Accra. Assim, esse artigo busca analisar o papel de Gana na Divisão Internacional do Trabalho contemporânea.
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