Topónimos indígenas del estado de São Paulo: una contribución geográfica

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2179-0892.geousp.2025.234093

Palabras clave:

Toponimia, Geografía Histórica, estado de São Paulo

Resumen

Los topónimos trascienden su función de nomenclatura, ya que reflejan disputas de poder, referentes culturales y procesos históricos de dominación y resistencia. Desde una perspectiva geográfica e interdisciplinaria, esta investigación analizó los topónimos de origen indígena en los municipios de São Paulo, examinando su distribución espacial, los sujetos involucrados y los procesos de denominación territorial. La metodología combinó una revisión bibliográfica, recopilación de datos secundarios y el uso de QGIS 3.28 para el mapeo. La cartografía destacó la presencia de topónimos indígenas en 238 municipios, revelando procesos de resistencia, los impactos de la colonialidad en la toponimia y borraduras, especialmente en relación con los pueblos del tronco Macro-Jê. Los resultados refuerzan la necesidad de políticas públicas que valoricen los topónimos indígenas y promuevan la preservación de la memoria colectiva en el contexto de São Paulo.

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Biografía del autor/a

  • Luciene Cristina Risso, Universidad Estatal Paulista

    Luciene es doctora en Geografía por la UNESP de Rio Claro, São Paulo (2005). Complementó su formación académica con estancias posdoctorales en la Universidad de Sevilla, España, en 2017, y en la PUC-Minas en 2024. Un hito significativo en su trayectoria profesional ocurrió en 2002, cuando se integró al equipo de FUNAI responsable de la identificación y demarcación de la Tierra Indígena Apurinã, en el estado de Amazonas, en colaboración con la UNESCO. Desde 2006, es profesora en el programa de pregrado en Geografía de la UNESP, campus Ourinhos (São Paulo), y asesora acreditada en el Programa de Posgrado en Geografía de la UNESP, en Rio Claro (São Paulo). Lidera el Cenpea (Centro de Percepción y Educación Ambiental) y el grupo de investigación 'Paisaje, Cultura y Territorio' (GEOPaisagem), creado en 2015 y vinculado a la RedeCT (Red Internacional de Investigadores sobre Pueblos Originarios y Comunidades Tradicionales). Además, contribuye en los grupos de investigación GHUM (Geografía Humanista y Cultural) y Patrimônios. Con amplia experiencia en el área de Geografía, su trabajo se enfoca en temas como epistemología del paisaje, territorios y culturas, paisajes ancestrales indígenas, paisajes y memorias, cartografías, toponimia y enfoques decoloniales en los paisajes.

  • José Flávio Morais Castro, Unesp

    Possui Graduação em Geografia - IGC/UFMG - licenciatura e bacharelado (1982-1987); Mestre em Geografia - Programa de Pós-Graduação em Geografia Física da FFLCH/USP (1990-1993); Doutor em Geografia (Análise da Informação Espacial) - IGCE/UNESP (1996-2000); e, Pós-Doutorado em Geografia (Cartografia Histórica e Geoprocessamento) pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) - Portugal. No início da carreira profissional, exerceu a função de Técnico Especializado de Nível Superior (TES) no Laboratório de Sensoriamento Remoto (LASER) - Instituto Oceanográfico - IO/USP (1989-1995). Foi Professor Assistente do Curso de Geografia do IGCE/UNESP - Campus de Rio Claro/SP (1995-2004). Foi Professor Adjunto IV do Programa de Pós-Graduação em Geografia - Tratamento da Informação Espacial da PUC Minas (PPGG-TIE/PUC Minas) e do Curso de Geografia da PUC Minas (2002-2023). Entre 2010 e 2013 exerceu a função de Membro da Comissão de Avaliação da Pós-graduação na Área de Geografia da Capes. Em 2013, recebeu a comenda Ordem do Mérito Cartográfico, no grau de Oficial, da Sociedade Brasileira de Cartografia (SBC). Atualmente, exerce atividades ligadas à consultoria e assessoria em Cartografia, Geoprocessamento e Cartografia Histórica.

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Publicado

2025-12-30

Número

Sección

Artigos

Cómo citar

RISSO, Luciene Cristina; CASTRO, José Flávio Morais. Topónimos indígenas del estado de São Paulo: una contribución geográfica. GEOUSP Espaço e Tempo (Online), São Paulo, Brasil, v. 29, n. 3, 2025. DOI: 10.11606/issn.2179-0892.geousp.2025.234093. Disponível em: https://revistas.usp.br/geousp/article/view/234093. Acesso em: 6 may. 2026.