MINERAÇÃO E ESPACIALIDADE: SOCIEDADE, ESPAÇO E AMBIENTE NA EVOLUÇÃO DA ECONOMIA CARBONÍFERA DE CRICIÚMA/SC.
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2179-0892.geousp.2012.74256Palabras clave:
Espacialidade, Mineração carbonífera, Questão social e ambiental, Criciúma, SC.Resumen
O objetivo deste artigo é analisar a espacialidade, a saber, a inter-relação espaço, socioeconomia e ambiente derivada de atividade carbonífera quando era intensa, bem como sua influência atual em Criciúma/SC. São referenciados estudos em outras regiões de mineração em cotejamento com o caso específico. Neste, verifica-se a dinâmica socioeconômica e socioambiental, na história e na atualidade. Assim busca-se interpretar a dialética história-sociedade-espaço, na medida em que a posição das jazidas influencia a localização das infraestruturas de exploração e transporte e a atividade exige capital em grande volume e trabalho não qualificado e baixos salários, a configurar os segmentos sociais que se estratificam no espaço. Além disso, a distribuição dos bairros segundo classes de renda e degradação ambiental sintetizam o espectro socioespacial. Assim, os interesses das classes de maior renda são configurados em um microcosmo emblemático como o da cidade de Criciúma. Nesse sentido, o estudo pretende ser, também, uma contribuição à complexa questão da espacialidade em ambiente urbano.
Descargas
Referencias
BARTON, N. The Lost Rivers of London. London: Historical Publications Ltd., 1982.
CAMPOS, S. Netto. Uma Biografia Com um Pouco de História do Carvão Catarinense. Florianópolis: Insular, 2001.
CASSETI, V. Ambiente e apropriação do relevo. São Paulo: Contexto, 1991.
CASTELLS, M. The Urban Question. Cambridge, Mass., MITPress, 1977.
CASTELLS, M. A questão urbana. 3ª ed . São Paulo: Paz e Terra, 2006.
CHRISTOFOLETTI, A. Resenha de: TH0MAS Jr. (editor). Man’s role in changing the face of the earth. Chicago: The University of Chicago Press, 1966. 1194p. Notícia Geomorfológica, Campinas, v.VII, n. 13/14, p. 66-67, 1967.
C N M - Confederação Nacional dos Municípios. Disponível em: www.cnm.org.br/demografia. Acesso em: 27.12.2010.
CONCEIÇÃO, O. A. C . Crise e regulação: a metamorfose restauradora da reprodução capitalista. Ensaios FEE, Porto Alegre, 8(1): 155-174, 1987.
CUNHA, A.M. Espaço, paisagem e população: dinâmicas espaciais e movimentos da população na leitura das vilas do ouro em Minas Gerais ao começo do século XIX . São Paulo: Revista Brasileira de História, vol. 27, nº 53, 2007, 123-158.
DA RÉ-CARVALHO, H.Depoimento oral durante defesa de dissertação Da autora Avaliação Socioeconômica e ambiental em uma área impactada pela extração do carvão: o bairro Colonial em Criciuma-SC. Programa de PósGraduação em Ciências Ambientais, Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC, 2008.
GONÇALVES, T. M. Cidade e poética - Um estudo de psicologia ambiental sobre o ambiente urbano. Ijuí-RS: Unijuí, 2007. 208 p.
GOTTDIENER, M. A Produção Social do Espaço Urbano. SP: editora da USP, 1993.
GOULARTI FILHO, A . Memória e Cultura do Carvão em Santa Catarina. Edit. Cidade Futura, 2005.
GOULARTI FILHO, A (org.) . Ensaios Sobre a Economia Catarinense. Criciúma: EdUNESC, 2003.
IBGE 2010 . Fundação Instituto Brasileiro de Geogra fia e E s ta tí s ti ca . Censo 2010, resultados preliminares.< http://www.
ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/tabelas_pdf/total_populacao_santa_catarina.pdf.> Acesso em: 23.12.2010.
MARTÍNEZ-ALIER, J. De la economía ecologica al ecologismo popular. Barcelona: Icaria Ed., 1994.
MIRANDA, R. A. Jornada ao trabalho e escolhas residenciais: teoria e evidências para a região metropolitana de Belo Horizonte. Dissertação (Mestrado), Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil, 2007.
MONTIBELLER F, G. O mito do desenvolvimento sustentáve l : Me io amb iente e custos sociais no moderno sistema produtor de mercadorias. Florianópolis: EdUFSC, 2008.
MILIOLI, G. (org.). Mineração de carvão, meio ambiente e desenvolvimento sustentável no Sul de Santa Catarina: uma abordagem interdisciplinar. Curitiba: Juruá, 2009.
MILIOLI, G. Mineração de carvão e desenvolvimento sustentado no Sul de Santa Catarina. Criciúma: Luana, 1995.
O’KELLY, M. Negociação urbana, arte e a produção do espaço público. Risco 5 1[2007] revista de pesquisa em arquitetura e urbanismo programa de pós-graduação do departamento de arquitetura e urbanismo eesc-usp, p. 113.127. Disponível em: http://www.revistasusp.sibi.usp.br/pdf/risco/n5/08.pdf. Acesso em 09.3.2011.
PANERAI, P. Análise urbana. Brasília: EdUnB, 2006.
BETTANCOURT-PINTO, S . S . da Fonseca. Labirintos Hipertextuais: Possibilidades cartográficas da espacialidade em Jorge Luis Borges. Dissertação Universidade de Coimbra, 2010. Disponível em: https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/14277/1/Labirintos%20hipertextuais.pdf. Acesso em: 09.3.2011.
SANTOS, M. O espaço do cidadão. 7ª ed. São Paulo: EdUsp, 2007.
SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2006.
SEVA, O. NUM PARAÍSO DA ÁGUA E DA MATA, O INFERNO DA PEDRA FÓSSIL.2001 Disponível em: http://www.fem.unicamp.br/~seva/paraisoinfer.PDF 2001. Acesso em 20.3.2011.
SOJA, E. Geografias Pós-Modernas: a reafirmação do espaço na teoria social crítica. RJ: Jorge Zahar Ed., 1993.
VILLAÇA, F. Espaço intra-urbano no Brasil. São Paulo: Nobel / Fapesp / Lincoln Institute, 1998.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2012 Gilberto Filho Montibeller, Joelia Walter Sizenando Correio

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Los autores que publiquen en esta revista estarán de acuerdo con los siguientes términos:
- Los autores conservan los derechos de autor y otorgan a la revista el derecho a la primera publicación, con el trabajo con una licencia de uso de atribución CC-BY, que permite distribuir, mezclar, adaptar y crear con base en su trabajo, siempre que sean respetados los derechos de autor, de la forma especificada por CS.
- Los autores están autorizados a asumir contratos adicionales y por separado, para la distribución no exclusiva de la versión del trabajo publicado en esta revista (por ejemplo, publicación en repositorio institucional o como capítulo de un libro), con reconocimiento de autoría y publicación inicial en esta revista.
- Se permite y se alienta a los autores a publicar y distribuir su trabajo en línea (por ejemplo, en repositorios institucionales o en su página personal) en cualquier momento antes o durante el proceso editorial, ya que esto puede generar cambios productivos, así como aumentar el impacto y las citaciones del trabajo publicado (ver El efecto del acceso abierto).

