A mobilização do elemento geográfico para a construção do marxismo de David Harvey
DOI :
https://doi.org/10.11606/issn.2179-0892.geousp.2026.235248Mots-clés :
Geografia marxista, Geografia da acumulação, Crise do capitalismo, Geografia histórica, Geography of accumulationRésumé
Este artigo tem como objetivo discutir como David Harvey incorpora o elemento geográfico em seu pensamento marxista, tendo como parâmetro a primeira década de produção marxista do autor, cuja síntese principal é a publicação de Os limites do capital. Para isso, analisou-se o contexto da virada dos anos 1970, pautado em grande efervescência política e cultural e por uma transformação estrutural na dinâmica da acumulação capitalista. Também se avaliou seus desdobramentos na academia, definindo-se um marco na transição de David Harvey do neopositivismo ao marxismo. Com esse estudo, concluiu-se que David Harvey acessa o marxismo a partir da problemática urbana. No entanto, o autor acaba por agregar uma dimensão geográfica à teoria da acumulação de Marx e às crises do capitalismo e seus desdobramentos na geografia histórica do capitalismo, guiada pelo desenvolvimento geográfico desigual. Desta forma, Harvey se insere com peso no universo de autores que buscaram formular uma teoria marxista da Geografia.
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