THÉORIES PLUS QUE REPRÉSENTATIONNELLES EN GÉOGRAPHIE : PROBLÈMATISER LA DIALECTIQUE ENTRE REPRÉSENTATION ET PRÉSENTATION
DOI :
https://doi.org/10.11606/issn.2179-0892.geousp.2026.247000Mots-clés :
théories plus que représentationnelles; « géographie de ce qui arrive »; géographie humanisteRésumé
Cet article vise à réhabiliter les contributions de Nigel Thrift à une « géographie de ce qui arrive », en soulignant sa problématisation des théories plus-que-représentationnelles. Il s’attache également à explorer les affinités entre les approches phénoménologiques et plus-que-représentationnelles, afin d’approfondir la dialectique entre présentation et représentation et d’orienter la réflexion sur la manière dont une « géographie de ce qui arrive » devrait s’appuyer sur le corps et la corporéité pour appréhender le monde comme événement et mouvement, à partir d’exemples tirés du domaine des arts du spectacle. L’article propose une réflexion sur les conséquences méthodologiques que peut engendrer, pour la recherche en géographie humaine, et plus particulièrement en géographie culturelle, la dialectique entre présentation et représentation, et sur la manière dont les théories plus-que-représentationnelles peuvent enrichir les approches phénoménologiques et ontologiques de la géographie humaniste. Enfin, il s’interroge sur ce que le dialogue entre géographie et art indique comme voie vers une approche culturelle qui intègre le corps et la corporéité dans nos processus de recherche.
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