Por uma poética dos arquivos sonoros: o itinerário do maracatu “Eh Uá Calunga”, de Capiba
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2525-3123.gis.2025.211699Palavras-chave:
Eh Uá Calunga, Maracatu, Fado, Canção, ArquivoResumo
Tido inicialmente como uma estilização da expressão cultural brasileira, o maracatu “Eh Uá Calunga” é lançado em 1937 pelo compositor e maestro Capiba e torna-se, no mesmo ano, trilha sonora do filme “O Samba da Vida”. Em 1960, a canão é regravada como um fado na voz da cantora portuguesa Amália Rodrigues. Tendo como ponto de partida o arquivo sonoro enquanto uma narrativa etnográfica, busca-se compreender a canção enquanto signo em trânsito e ao mesmo tempo como um poderoso retrato dos fluxos estéticos que floresceram a partir do avanço da indústria fonográfica no século XX.
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