Desigualdade no digital: o racismo algorítmico no contexto de mães adolescentes no Instagram
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2525-3123.gis.2025.228375Palavras-chave:
Racismo algorítmico, Eugenia maquínica, Instagram, Gravidez na adolescênciaResumo
A pesquisa tem como objetivo refletir sobre os conceitos de racismo algorítmico e eugenia maquínica a luz de dois perfis de mães jovens no Instagram, que foram acompanhados durante os dois anos iniciais da pandemia: Ana Luiza, mãe, jovem, branca, classe média e residente no Sul do Brasil; e Giovanna, mãe, jovem, parda, classe popular e residente do Sudeste do país. Ambas possuem a mesma idade, mas situadas em diferentes contextos sociais. Os conteúdos produzidos por elas são semelhantes, entretanto, são vistas de maneira desigual pelo algoritmo do Instagram. Os conceitos acionados trazem à tona questões sobre inteligência artificial e seu mecanismo de funcionamento, isto é, o fato que reproduzem e reforçam estruturas macro-sociais. Na plataforma Instagram existe uma lógica de venda: pessoas são produtos e produtoras (discutido no trabalho a partir da noção de mercantilização do eu), porém os algoritmos controlam a visibilidade segundo determinadas lógicas de subordinação.
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