Fotojornalismo pós-indicial, desafios e tendências

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2525-3123.gis.2025.226641

Palavras-chave:

Fotojornalismo, Imagem, Inteligência artificial, Fotografia, Índice

Resumo

O presente artigo tem como proposta uma reflexão teórica sobre as pressões que recaem sobre fotojornalismo com a popularização dos aplicativos de produção de imagem por Inteligência Artificial (IA). Este novo cenário sociotécnico pode ser observado como rebatimento histórico do surgimento da própria atividade de  fotografia de atualidades. Busca-se aqui então entender, a partir da revisão teórica sobre o tema, a observação de periódicos, de imagens de fotojornalismo e produzidas por IA, o deslocamento do pensamento teórico da fotografia do “isso foi” para a proposta de simulacros do “isso é um mundo possível”. Como resultado, nota-se que, ainda que estejamos num momento de transição, o desenvolvimento de possibilidades, como a Inteligência Artificial, aponta para novos horizontes no fotojornalismo.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Ivan da Costa Alecrim Neto, Universidade Federal de Pernambuco

    Professor do Instituto Candela. Mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Pernambuco. Possui graduação em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco e graduação em Relações Públicas pela Universidade Católica de Pernambuco. Atualmente realiza pesquisas sobre a plataformização do fotojornalismo, Inteligência Artificial e fotojornalismo pós-indicial.

  • Carolina Dantas de Figueiredo, Universidade Federal de Pernambuco
    Professora do Departamento de Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco. Doutora em Comunicação Social pela Universidade Federal de Pernambuco. Mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco. Possui graduação em Jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco e graduação em Administração de Empresas pela Universidade de Pernambuco. Atualmente realiza pesquisas em redes sociais digitais, desinformação, movimentos sociais e ciberativismo.

Referências

AFONSO JÚNIOR, José. 2021. Instantâneos da fotografia contemporânea. 1. e.d. - Curitiba: Appris, 2021.

BARTHES, Roland. 1980. A Câmara Clara: notas sobre a fotografia. 9.e.d. - Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira.

BBC, BBC Brasil. Instagram. https://www.instagram.com/p/CrMKLm5skff (acessado em 06/06/2023).

BERGER, John. Para entender uma fotografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.

DUBOIS, Philippe. 1986. El acto fotográfico u otros ensayos. 1.e.d. Barcelona: Ediciones Paidós, 1986.

ELDAGSEN, Boris Eldagsen. Instagram. https://www.instagram.com/p/CsoXAz4I6Pu/ (acessado em 06/06/2023).

FIGUEIREDO, Carolina. O TikTok e o futuro da criação de conteúdo na web - Um olhar sobre a sua velocidade de disseminação das informações e capacidade de impor tendências. Continente, 01/08/2022. https://revistacontinente.com.br/edicoes/260/o-tiktok-e-o-futuro-da-criacao-de-conteudos-na-web (acesso 25/08/2022).

FREUND, Gisèle. 1977. La fotografía como documento social. 2.e.d. Barcelona: Grafos.

GANDOUR, Ricardo. 2020. Jornalismo em retração, poder em expansão: A segunda morte da opinião pública. São Paulo: Sumos.

GERVAIS, Thierry; MOREL, Gaëlle. 2017. The making of visual news: A history of photography in the press. 1.e.d - Londres: Bloomsbury.

JURNO, Amanda Chevtchouk. 2020. Facebook e a plataformização do jornalismo: uma cartografia das disputas, parcerias e controvérsias entre 2014 e 2019. 2020. 329f. Tese (Doutorado Comunicação), Programa de Pós Graduação em Comunicação Social, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.

MCLUHAN, Marshall. 1972. A galáxia de Gutenberg: a formação do homem tipográfico. São Paulo: Editora Nacional, Editora da USP.MCLUHAN, Marshall. 1964. Os meios de comunicação como extensões do homem. São Paulo: Editora Cultrix.

MIGUEL. Luiz Felipe. 1999. O Jornalismo como sistema perito. Tempo Social. 1999. https://www.scielo.br/j/ts/a/XwvpYqjz4DpvNBbzsXRD4cn/?format=pdf&lang=pt (acesso 15/12/2023).

PEIXOTO, João Guilherme de Melo. 2016. Um percurso do jornalismo a partir dos seus manuais: a construção do discurso visual da notícia por meio de suas regularidades normativas. 2016. 216f. Tese (Doutorado Comunicação), Programa de Pós Graduação em Comunicação, Centro de Artes e Comunicação, Universidade Federal de Pernambuco, Recife.

SOUSA, Jorge Pedro. 2004. Uma História Crítica do Fotojornalismo Ocidental. Chapecó: Argos Florianópolis: Letras Contemporâneas.

SUSPERREGUI, J.M. 2009. Sombras de la fotografía. Bilbao: Argitarapen Zerbitzua S.E.

Publicado

2025-11-20

Edição

Seção

Dossiê inteligência artificial em perspectiva crítica: contribuições antropológicas e imaginários tecnológicos

Como Citar

da Costa Alecrim Neto, Ivan, e Carolina Dantas de Figueiredo. 2025. “Fotojornalismo pós-Indicial, Desafios E Tendências”. GIS - Gesto, Imagem E Som - Revista De Antropologia 10 (1): e226641. https://doi.org/10.11606/issn.2525-3123.gis.2025.226641.