O jogo político nas frestas da festa: os enredos do GRES Portela e a resistência do povo negro à ditadura do Estado Novo
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2178-2075.incid.2025.232094Palavras-chave:
Portela, Estado Novo, Enredo de Carnaval, Neodocumentação, DecolonialidadeResumo
Este artigo analisa os desfiles do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela durante o período do Estado Novo (1937-1945), destacando-os como registros de resistência cultural e legitimação da identidade negra no Brasil. A pesquisa utiliza uma abordagem neodocumental da ciência da informação e teorias decoloniais para explorar como os enredos carnavalescos refletem a dinâmica sociopolítica da época. A partir da análise de enredos entre 1938 e 1945, o estudo identifica como a Portela inovou na relação entre estética e discurso político-cultural, enfrentando as tensões entre controle estatal e expressão afro-brasileira. O artigo também discute como os sambistas negociaram espaço dentro do contexto repressivo, utilizando o carnaval como ferramenta de preservação e valorização de suas tradições e identidades.
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