As práticas informacionais no grupo de alcoólicos anônimos Glória Feliz
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2178-2075.incid.2026.236715Palabras clave:
Praticas informacionais, Alcoólicos Anônimos, Alcoolismo, Estigma, PreconceitoResumen
Este artigo analisa as práticas informacionais no grupo de Alcoólicos Anônimos (A.A) Glória Feliz, em Belo Horizonte, para entender como essas práticas ajudam na obtenção e manutenção da sobriedade dos membros. A pesquisa qualitativa descritiva, com orientação etnográfica, utilizou observação participante e entrevistas semiestruturadas, sistematizando e interpretando os dados por meio da análise de conteúdo. Foram estabelecidas e analisadas quatro categorias: "A doença, percepção e tratamento", baseada no Modelo Bidimensional de Pamela McKenzie e na abordagem Sense-Making de Brenda Dervin; "O estigma e o preconceito", fundamentada na teoria do Estigma de Erving Goffman; "A.A reuniões e estrutura", discutida com base nas teorias do interacionismo simbólico de Herbert Blumer e no Modelo Bidimensional de Pamela McKenzie; e "A visão de sociedade e da cultura", analisada pela teoria da interpretação da cultura de Clifford Geertz. A análise dessas categorias teóricas revelou como as práticas informacionais no grupo A.A contribuem para a sobriedade dos membros. Foi possível compreender como as interações sociais e a troca de informações nas reuniões do A.A contribuem para a construção de novas identidades e para a ressignificação das experiências de vida dos membros. A análise detalhada das categorias revelou a complexidade do alcoolismo e a importância das interações sociais e culturais na recuperação dos alcoólicos.
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