A representação dos povos indígenas por uma editora fantasma
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2178-2075.incid.2026.246148Palabras clave:
Literatura indígena, Autoria, EditoraçãoResumen
Tomamos como objeto de análise dois livros – “Yanomamis” e “Tupinambás” – que integram a Coleção Povos Indígenas do Brasil, uma coleção de livros paradidáticos para crianças publicada pela Editora Nova Leitura. Dado que a coleção está classificada na maior livraria digital (Amazon) como “literatura indígena”, exploramos as características que a crítica literária atribui à literatura indígena para contrastar as características apontadas pela fortuna crítica com os livros examinados. O exame dos livros identificou ausência de autoria (tanto do texto como das imagens), então exploramos questões referentes ao papel do editor como mediador de informação, bem como questões referentes à autoria indígena numa perspectiva decolonial, às repetições e manipulações das ilustrações nos livros da coleção e à exploração de propriedade intelectual indígena. O resultado é que os povos indígenas não têm seu direito à autodeterminação respeitado pela cadeia editorial examinada.
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