A metamorfose sob a pena de uma alemã do século XVII: a arte e a ciência de Maria Sibylla Merian

Autores

Palavras-chave:

História da Ciência, Século XVII/XVIII, Mulher, Alemanha

Resumo

O presente ensaio pretende iniciar uma análise interpretativa da vida e da obra de uma mulher - artista e naturalista - do século XVII e XVIII: Maria Sibylla Merian (1647-1717). A partir de um trabalho de revisão bibliográfica percebemos que, o que hoje denominamos Alemanha, era uma região que não apresentava um estado centralizado. Nesse período de transição de um estado feudal para um estado moderno as mulheres não gozavam de muita liberdade. Porém, Maria Sibylla, a partir de um contexto familiar muito favorável, conseguiu desenvolver suas aptidões artísticas e científicas, publicando no século XVII duas obras interessantes - Neües Blumenbuch e Der Raupen wunderbare Verwandlung und sonderbare Blumennahrung - que apresentam imagens, fruto de observações meticulosas dos ciclos de vida de insetos, de um processo pouco estudado até aquele momento: a metamorfose.

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Biografia do Autor

  • Simone Sendin Moreira Guimarães, Universidade Federal de Goiás

    Doutora em Educação Escolar - Formação de Professores pela Universidade Estadual Paulista ''Julio de Mesquita Filho'' - UNESP (Campus Araraquara) (2010), mestre em Educação - Ensino de Ciências pela Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP (2003), especialista em Educação Ambiental e Recursos Hídricos pela Universidade de São Paulo - USP (São Carlos) (2001) e licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP (1998). Atualmente é professora Associada III do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Goiás (UFG). É professora do Programa de Pós-Graduação (Stricto Sensu - acadêmico) em Educação em Ciências e Matemática (PPGECM) e do Programa de Pós-Graduação (Stricto Sensu - profissional) em Ensino na Educação Básica (PPGEEB) da UFG. Coordena o Grupos de Pesquisa Colligat - (re)pensando a formação de professores de ciências na natureza (UFG) e participa, como pesquisadora, do grupo Grupo de Pesquisa em História da Biologia e Ensino (USP).

  • Roberto Abdala Junior, Universidade Federal de Goiás

    Doutor em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG/2009), com pesquisa sobre memória social, cultura e história do Brasil na segunda metade do século XX, privilegiando a teleficção como fonte histórica e as memórias da ditadura empresarial-militar brasileira como objeto. Graduado em História (2001), é mestre em Educação (2003) pela UFMG, quando desenvolveu pesquisa sobre processos de construção de conhecimentos históricos mediados por filmes. Professor da Faculdade de História (FH) da Universidade Federal de Goiás (UFG), leciona na graduação em História e nos Programas de Pós-Graduação em História e em Performances Culturais (Faculdade de Ciências Sociais ? FCS/UFG). Suas pesquisas estão no campo da Didática da História, privilegiando as relações entre narrativas audiovisuais e história/História, com ênfase nas performances culturais operadas pela linguagem. Atualmente é colaborador junto ao GUMELAB do Instituto de Estudos Latino-americanos da Universidade Livre de Berlim ( https://www.gumelab.net/index.html) e um dos coordenadores do Núcleo de Estudos de Usos Públicos da História

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Publicado

2026-08-25

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Guimarães, S. S. M., & Abdala Junior, R. (2026). A metamorfose sob a pena de uma alemã do século XVII: a arte e a ciência de Maria Sibylla Merian. Khronos, 21, 124-143. https://revistas.usp.br/khronos/article/view/254530