O tempo e os estados passionais do sujeito: a reciclagem da personagem Rita Baiana, de Aluísio de Azevedo, na obra steampunk A Lição de Anatomia do Temível Dr. Louison, de Enéias Tavares
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2316-9826.literartes.2023.219751Palabras clave:
Feminino Transgressor, Paixões, Tempo no Discurso, Literatura BrasileiraResumen
O presente artigo tem por objetivo analisar o processo de “reciclagem” da personagem Rita Baiana, presente originalmente em O Cortiço (1890), de Aluísio de Azevedo, conforme escrita por Enéias Tavares na obra A Lição de Anatomia do Temível Dr. Louison (2014), uma obra de ficção alternativa de viés retrofuturista steampunk. A análise centra-se na relação entre a passagem do tempo e os diversos estados passionais do sujeito, à luz da semiótica discursiva, sob a perspectiva do feminino transgressor, pois o percurso de Rita Baiana é marcado por sua não-conformidade aos padrões femininos socialmente aceitos na época retratada.
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