Nos traços críticos de Leyla Perrone-Moisés

Auteurs

  • Sofia França Souza Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

DOI :

https://doi.org/10.11606/issn.2596-2477.i56p81-99

Mots-clés :

Leyla Perrone-Moisés, Arte abstrata, Crítica literária, Pintura

Résumé

Este artigo investiga os primeiros traços críticos de Leyla Perrone-Moisés a partir da articulação entre sua formação como pintora e o início de sua atuação como crítica literária no “Suplemento Literário” de O Estado de S. Paulo. Ao acompanhar sua transição da pintura à literatura, especialmente por meio de sua crítica sobre escritores do nouveau roman francês, observa-se como os princípios da arte abstrata — assimilados nos anos de formação com Samson Flexor — permanecem como fundamentos de sua sensibilidade crítica. Através da comparação entre suas primeiras resenhas e a posterior elaboração do livro O novo romance francês (1966), o trabalho busca entender como o amadurecimento crítico se dá não como ruptura, mas como reorganização de ideias.

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Biographie de l'auteur

  • Sofia França Souza, Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

    Mestranda em Letras Estrangeiras e Tradução na Universidade de São Paulo (USP), onde pesquisa as relações entre crítica e arte nas obras de Leyla Perrone-Moisés, Michel Butor e Roland Barthes. E-mail: sofiafransouza@usp.br.

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Publiée

2025-12-23

Comment citer

Souza, S. F. (2025). Nos traços críticos de Leyla Perrone-Moisés. Manuscrítica: Revista De Crítica Genética, 56, 81-99. https://doi.org/10.11606/issn.2596-2477.i56p81-99