Mass Communication Research: o “paradigma dominante” que nunca foi dominante no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v20i2p97-115Palabras clave:
Pesquisa de comunicação de massa, Teorias da comunicação, História do campo da comunicaçãoResumen
Virou senso comum a ideia de que a Mass Communication Research (Pesquisa em Comunicação de Massa) se impôs como paradigma dominante na formação do campo da comunicação, inclusive no Brasil. Este artigo problematiza essa visão mediante exame de títulos nacionais precursores, datados das décadas de 1960 e 1970. A análise empreendida desconstrói o ideário de uma influência estadunidense homogeneizante, revelando que, desde cedo, referenciais de diferentes escolas foram tão ou mais presentes. A inscrição da experiência brasileira em uma tradição marcada antes pelo ensaísmo eclético do que pelo empirismo cientificista fornece indícios para questionar se a hegemonia universalizante da Mass Communication Research não merece ser tratada como um mito acadêmico.
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