A “televisão do futuro”? Netflix, qualidade e neofilia no debate sobre TV

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v15i1p195-222

Mots-clés :

Televisão, Streaming, Discurso, Qualidade, Netflix

Résumé

Neste artigo, investigamos a Netflix, colocando em questão as expectativas do público e da crítica a respeito de mudanças advindas com a introdução do serviço. A partir da análise de matérias jornalísticas, dados de acesso e tendências de investimento da empresa, averiguamos que tipos de experiência sobre o consumo de TV estão em jogo no discurso propalado por analistas e entusiastas do novo. Debatemos, também, como as avaliações sobre as plataformas de streaming renovam as permanentes controvérsias sobre a qualidade televisiva. A despeito do tipo de elucubração despertada pela sensação de ubiquidade e de revoluções estilísticas, defendemos que as práticas relacionadas ao streaming funcionam, na verdade, como atualizações de modelos consagrados na TV linear.

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Biographies de l'auteur

  • Mayka Castellano, Universidade Federal Fluminense. Programa de Pós-Graduação em Comunicação

    Professora do Departamento de Estudos Culturais e Mídia e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (UFF). Mestre e doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da ECO/UFRJ, onde também realizou um pós-doutorado com bolsa FAPERJ.

  • Melina Meimaridis, Universidade Federal Fluminense. Programa de Pós-Graduação em Comunicação

    Melina Meimaridis é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense. É mestre em Comunicação e se graduou com Láurea Acadêmica, em Estudos de Mídia pela mesma instituição. Atualmente, ela está desenvolvendo sua tese sobre a ficcionalização de instituições sociais nas séries televisivas. Outras áreas de interesse são novas mídias e televisão, streaming, Comfort Series, spoilers e estudos de fãs. Atualmente, é pesquisadora associada ao TeleVisões (UFF) e ao Série Clube (UFF). Tem também experiência docente na graduação em Estudos de Mídia da UFF.

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Publiée

2021-06-08

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