Comunicação conectiva digital indígena no Brasil: entre a apropriação e a incorporação tecnológica
DOI :
https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v19i3p35-57Mots-clés :
Comunicação indígena, povos indígenas, ecologia da comunicação, cosmotécnicasRésumé
Este artigo analisa a comunicação conectiva digital brasileira, a interação dos povos indígenas com dispositivos e linguagens midiáticas digitais. A partir de um estudo sobre as experiências indígenas e da revisão de pesquisas produzidas por indígenas e não indígenas, o objetivo é refletir sobre as perspectivas epistemológicas dessa comunicação. Os resultados apontam duas visões: a “apropriação”, que interpreta os usos dessas tecnologias como instrumentos estratégicos, e a “incorporação”, que foca nas especificidades comunicativas indígenas ligadas a uma ecologia conectiva complexa ou cosmotécnicas desses povos, e suas relações experimentais com as tecnologias digitais.
##plugins.themes.default.displayStats.downloads##
Références
Atillo, M., Imaina, L. T., & Figueiredo, G. (2020). Para enfrentar o colonialismo: Duas teorias indígenas da comunicação. In E. Nava Morales & G. G. Figueiredo (Orgs.), Tejiendo desde la contrahegemonía: Medios, redes y TIC en la América Latina (pp. 25–57). Universidad Nacional Autónoma de México, Instituto de Investigaciones Sociales.
Bucchioni, X. A. (2010). Blog diários: Reflexões sobre a identidade indígena na virtualidade [Dissertação de mestrado, Universidade Estadual Paulista]. Repositório UNESP.
Crutzen, P. J., & Stoermer, E. F. (2000). The “Anthropocene.” Global Change Newsletter, (41), 17–18.
Di Felice, M. (2009). Paisagens pós-urbanas: O fim da experiência urbana e as formas comunicativas do habitar. Anablume.
Di Felice, M., & Pereira, E. S. (2017). Formas comunicativas do habitar indígena: A digitalização da floresta e o net-ativismo nativo no Brasil. In M. Di Felice & E. S. Pereira (Orgs.), Redes e ecologias comunicativas indígenas: As contribuições dos povos originários à teoria da comunicação (pp. 41–62). Paulus.
Dodebei, V. (2011). Cultura digital: Novo sentido e significado de documento para a memória social? Datagramazero, 12(1), 1–12.
Dodebei, V. (2012). Contribuições das teorias da memória para o estudo do patrimônio na web. E-books, publicações digitais, 89–99. https://doi.org/10.36311/2008.978-85-98176-17-8
Dos Santos, A. B. (2023). A terra dá, a terra quer. Ubu.
Ferdinand, M. (2022). Uma ecologia decolonial: Pensar a partir do mundo caribenho. Ubu.
Foucault, M. (1992). Microfísica do poder. Graal.
Franco, T. (2019). Ameríndios conectados: As formas comunicativas de habitar e narrar o mundo, de acordo com as imagens dos modernos e dos Krahô [Tese de doutorado, Universidade de São Paulo]. Repositório USP.
Franco, T., Pereira, E., & Melo, A. B. (2022). Net-ativismo ameríndio em podcast: Comunicação étnica e reticular na Amazônia brasileira, em período pandêmico. Razão e Palavra, 25(112), 365–376.
Gell, A. (2005). A tecnologia do encanto e o encanto da tecnologia. Revista Concinnitas, 2(8), 40–63.
Halbwachs, M. (2004). A memória coletiva. Centauro.
Heidegger, M. (1977). Saggi e discorsi. Múrsia.
Hui, Y. (2020). Tecnodiversidade. Ubu.
Kaiapó Brito, E. (2020). Universidade: Território indígena. Fundação Luterana de Diaconia.
Klein, T. (2013). Práticas midiáticas e redes de relação entre os Kaiowá e Guarani em Mato Grosso do Sul [Dissertação de mestrado, Universidade de São Paulo]. Repositório USP.
Kopenawa, D., & Albert, B. (2015). A queda do céu: Palavras de um xamã yanomami. Companhia das Letras.
Krenak, A. (2019). Ideias para adiar o fim do mundo. Companhia das Letras.
Krenak, A. (2022). Futuro ancestral. Companhia das Letras.
Lagrou, E. (2007). A fluidez da forma: Arte, alteridade e agência em uma sociedade amazônica (Kaxinawa, Acre). TopBooks.
Lima, A. S. (2022). Comunicação indígena em Roraima e a criação de novas territorialidades digitais: Rede Wakywai, resistências e saberes amazônicos [Dissertação de mestrado, Universidade Federal de Roraima]. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRR.
Maldonado, A. E., Hã Hã Hãe, A. M. T., & Carneiro, R. G. (2021). “Você ouve a Rádio Yandê, a rádio de todos nós”: A construção de uma etnomídia indígena cidadã. Revista Contracorrente, 17, 8–30.
Malini, F. (2017, 20 de abril). Tecnopolítica: A viralidade indígena em rede e os novos modos de mobilização. Midianinja. http://midianinja.org/fabiomalini/tecnopolitica-a-viralidade-indigena-em-rede-e-os-novos-modos-de-mobilizacao
Mancuso, S. (2017). Plant revolution: Le piante hanno già inventato il nostro futuro. Giunti.
Morales, E. N. (2008). Apropriação de uma política pública de “inclusão digital” entre os Pataxós de Coroa Vermelha [Dissertação de mestrado, Universidade de Brasília]. Repositório UnB.
Moreira, F. C. (2014). Redes xamânicas e redes digitais: Por uma concepção ecológica de comunicação [Dissertação de mestrado, Universidade de São Paulo]. Repositório USP.
Moreira, F. C. (2017). As formas comunicativas do habitar xamânico. In M. Di Felice & E. S. Pereira (Orgs.), Redes e ecologias comunicativas indígenas: As contribuições dos povos originários à teoria da comunicação (pp. 119–160). Paulus.
Nobre, C. A., Sellers, P. J., & Shukla, J. (1991). Amazonian deforestation and regional climate change. Journal of Climate, 4, 957–988.
Nora, P. (1984). Entre memória e história: A problemática dos lugares. Projeto História, (10), 7–28.
Novaes, S. C. (2008). Imagem, magia e imaginação: Desafios ao texto antropológico. Mana, 14, 455–475.
Nunes, J. F. I., & Oliveira, P. C. (2016). Cultura digital e as interfaces da memória social: Estudo sobre o compartilhamento de imagens digitais na fanpage “Acervo Digital Bar Ocidente” no Facebook. Revista Comunicação Midiática, 11(1), 93–107.
Pellegrini, M. (2015, 4 de setembro). Mais um capítulo sangrento da saga Guarani-Kaiowá. Carta Capital. https://www.cartacapital.com.br/blogs/parlatorio/mais-um-capitulo-sangrento-da-saga-guarani-kaiowa-6501.html
Pereira, E. S. (2017). Net-ativismo indígena brasileiro: Notas sobre a atuação comunicativa indígena nas redes digitais. In M. Di Felice, E. S. Pereira, & E. Roza (Orgs.), Net-ativismo: Redes digitais e novas práticas de participação (pp. 169–182). Papirus.
Pereira, E. S. (2012). Ciborgues indígen@s.br: A presença nativa no ciberespaço. Annablume.
Pereira, E. S. (2013). O local digital das culturas: As interações entre culturas, mídias digitais e território [Tese de doutorado, Universidade de São Paulo]. Repositório USP.
Pereira, E. S. (2018). A ecologia digital da participação indígena brasileira. Lumina, 12, 93–112.
Pereira, E. (2023). A comunicação indígena digital no Brasil [Apresentação de trabalho]. 32º Encontro Anual da Compós, São Paulo, Brasil.
Pereira, E. S., & Di Felice, M. (2020). As qualidades ecológicas das redes indígenas no Brasil. Chasqui: Revista Latinoamericana de Comunicación, 147, 201–220.
Pereira, E. S., & Franco, T. C. (2019). Ecologie comunicative connettive: Intersezioni tra culture amerindie e circuiti digitali. In G. Gianturco & L. Fazio (Orgs.), Mondi e modi sostenibili (pp. 37–57). Nuova Cultura.
Renesse, N. (2011). Perspectivas indígenas sobre e na internet: Ensaio regressivo sobre o uso da comunicação em grupos ameríndios do Brasil [Dissertação de mestrado, Universidade de São Paulo]. Repositório USP.
Stengers, I. (2009). Au temps des catastrophes: Résistir à la barbarie qui vient. Les Empêcheurs de Penser en Rond / La Découverte.
Tavares, J. (2013). Ciber-informações nativas: Uma análise da circulação da informação dos cibermeios de autoria de povos indígenas residentes no território brasileiro (2005–2012) [Dissertação de mestrado, Universidade Federal de Santa Catarina]. Repositório UFSC.
Torrico, E. (2019). Para uma comunicação ex-cêntrica. MATRIZes, 13(3), 89–107. https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v13i3p89-107
Viveiros de Castro, E. (2015). Metafísicas canibais. Cosac Naify.
Xakriabá, C. (2020). Amansar o giz. Piseagrama, (14), 110–117.
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence

Ce travail est disponible sous licence Creative Commons Attribution - Pas d’Utilisation Commerciale - Partage dans les Mêmes Conditions 4.0 International.
Les auteurs qui publient dans ce journal acceptent les termes suivants:
- Les auteurs conservent le droit d'auteur et accordent à la revue le droit de première publication, le travail étant concédé simultanément sous la licence Creative Commons Attribution (CC BY-NC-SA 4.0) qui permet le partage de l'œuvre avec reconnaissance de la paternité et de la publication initiale dans cette revue à des fins non commerciales.
- Les auteurs sont autorisés à assumer des contrats supplémentaires séparément, pour une distribution non exclusive de la version de l'ouvrage publiée dans cette revue (par exemple, publication dans un référentiel institutionnel ou en tant que chapitre de livre), avec reconnaissance de la paternité et de la publication initiale dans cette revue.



















