Entre corrales y campos de concentración: heterotopías de zonas de confinamiento en textualidades de la sequía de 1932 en Ceará

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-7714.no.2024.225528

Palabras clave:

campo de concentración, corral, sequía, textualidad, heterotopía

Resumen

Desde los flujos migratorios de los sertanejos a los centros urbanos que caracterizan los significados particulares de la sequía de 1932, se restablecieron zonas de confinamiento para restringir la libre circulación de los afectados. A veces llamados campos de concentración en los documentos oficiales, a veces llamados corrales por los civiles y los retornados, los espacios de confinamiento reciben diferentes significados en conjunción con los textos que los elaboran. En este sentido, este artículo moviliza textualizaciones testimoniales sobre estos acontecimientos para discutir las proposiciones de sentido en las que estas palabras se enredan como formas de espacio y de los posibles contextos de vida en él; y, con ello, se establecen como heterotopías de relaciones con la sequía.

Descargas

Biografía del autor/a

  • Daniel Macêdo, Universidade Federal de Minas Gerais

    Doutorando em Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais, bolsista da CAPES e integrante do Núcleo de Estudos Tramas Comunicacionais: Narrativa e Experiência.

Referencias

Abril, G. (2007). Análisis crítico de textos visuales. Editorial Sintesis.

Brum, C. (2013). O interventor da saúde: trajetória e pensamento médico de Bonifácio Costa e sua atuação no Departamento Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul [Dissertação de mestrado, Universidade do Vale do Rio dos Sinos]. Repositório Digital da Biblioteca da Unisinos. http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/4656.

Carvalho, C. A. (2016). As mídias como metáforas narrativas: apontamentos sobre a necessidade metodológica de não desprezar as textualidades. In C. Moura & M. I. V. Lopes (Orgs.), Pesquisa em comunicação: Metodologias e práticas acadêmicas (pp. 257-276). Ed. PUCRS.

Ceará. (1936). Relatório apresentado ao Exmo. Presidente da República pelo Interventor Federal Cap. Roberto Carneiro de Mendonça. Estado do Ceará.

Decreto nº 566 de 14 de abril de 1932. (1932, 14 de abril). Estado do Ceará.

Decreto-Lei nº 21.182, de 21 de março de 1932. (1932, 23 de março). Institui a carteira profissional. Câmara dos Deputados. https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-21175-21-marco-1932-526745-publicacaooriginal-1-pe.html

Departamento Nacional de Saúde Pública. (1936). Relatório da Comissão Médica de Assistência e Profilaxia aos Flagelados do Nordeste. Heitor, Ribeiro e Cia.

Foucault, M. (2007). As palavras e as coisas: Uma arqueologia das ciências humanas. Martins Fontes.

Foucault, M. (2013). De espaços outros. Estudos Avançados, 27(79), 113-122. https://doi.org/10.1590/S0103-40142013000300008.

Giovanazzi, J. P. (1998). Migalhas do sertão. La Reclame.

Koselleck, R. (2014). Estratos do tempo: estudos sobre história. Ed. PUC Rio.

Leal, B. (2018). Do texto à textualidade na comunicação: contornos de uma linha de investigação. In B. Leal, C. A. Carvalho & G. Alzamora (Orgs.), Textualidades midiáticas (pp. 17-34). Selo PPGCom UFMG.

Leal, B., & Macêdo, D. (2023). “Dar fé” à catástrofe cotidiana: a multidimensionalidade dos acontecimentos. E-compós, 27, 1-16. https://doi.org/10.30962/ec.2680.

Macêdo, D. (2024). Entre retirantes e flagelados: palavras e significações dos sertanejos migrantes em testemunhos da seca de 1877 no Ceará. Dispositiva, 13(24).

Manna, N., & Lage, I. (2019). Uma “catástrofe do tempo”: narrativa e historicidade pelas Vozes de Tchernóbil. Galáxia, (spe1), 34-46. https://doi.org/10.1590/1982-25542019441740.

Martins, B., Moura, M. A., Pessoa, S. C., & Vianna, G. M. (Orgs.). (2019). Experiências metodológicas em textualidades midiáticas. Relicário.

Menezes, D. (2018). O outro Nordeste: formação social do Nordeste pastoril. Expressão Gráfica.

Neves, F. (1995). Curral dos Bárbaros: os campos de concentração no Ceará (1915 e 1932). Revista Brasileira de História, 15(29), 93-122.

Neves, F. (2000). A multidão e a história: saques e outras ações de massas no Ceará. Relume Dumará.

Rios, K. (2014). Isolamento e poder: Fortaleza e os campos de concentração na seca de 1932. Imprensa Universitária.

Seligmann-Silva, M. (2022). A virada testemunhal e decolonial do saber histórico. EdUnicamp.

Sobrinho, T. P. (1982). História das Secas (século XX). Coleção Mossoroense.

Teóphilo, R. (1901). Seccas do Ceará (século XIX). Ed. Minerva.

Teóphilo, R. (1922). História das Seccas do Ceará (1877-1880). Imprensa Inglesa.

Teóphilo, R. (1982). A Seca de 1915. Ed. UFC.

Publicado

2024-12-20

Número

Sección

ARTIGOS

Cómo citar

Macêdo, D. (2024). Entre corrales y campos de concentración: heterotopías de zonas de confinamiento en textualidades de la sequía de 1932 en Ceará. Novos Olhares, 13(2), 124-136. https://doi.org/10.11606/issn.2238-7714.no.2024.225528