Ficção à queima roupa: trepidação do tempo e ecos da história em O Marechal de costas, de José Luiz Passos
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2525-8133.opiniaes.2019.165106Palavras-chave:
Romance histórico, Literatura brasileira contemporânea, Teoria literáriaResumo
O esforço desta reflexão se orienta no sentido de pensar como O Marechal de costas, de José Luiz Passos (2016), problematiza e atualiza a velha forma do romance histórico. O que levaria necessariamente a uma segunda reflexão, mais arriscada: como a literatura opera em momentos de tensão político-social exacerbada, e quais são as possíveis respostas literárias aos embates da hora histórica. A partir da premissa de que todas as formas literárias são essencialmente históricas, a hipótese central desse trabalho entende que o romance histórico sempre operou como uma espécie de sismógrafo, que capta os abalos da época. A novidade do romance de Passos (2016) está em intensificar tal procedimento, ao fazer uma espécie de ficção à queima-roupa, assumindo como histórico o elemento contemporâneo.
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