Um útero como máquina performática: uma leitura de Um útero é do tamanho de um punho no mundo
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2525-8133.opiniaes.2020.165812Palavras-chave:
Angélica Freitas, Máquina performática, Literatura, Mundo, Mulher, Poesia contemporânea brasileiraResumo
Um útero é do tamanho de um punho (2012), de Angélica Freitas, apresenta lugares comuns do discurso sobre mulheres usando diferentes procedimentos. O livro obteve uma recepção significativa e a partir dele se articularam leituras que focalizaram tanto aspectos poéticos como políticos. Este artigo possui como interesse central o mapeamento de alguns dos desdobramentos e modos de funcionamentos deste livro em diferentes esferas: desde o contexto de sua própria produção e inquietações primeiras, até a percepção de como estabelece relações com outras produções contemporâneas. A proposta é refletir sobre o livro como uma máquina performática, seguindo as discussões de Aguilar e Cámara (2017). Trata-se de uma abordagem que pretende analisar os mais diversos signos que compõem o campo dos poemas permitindo por em discussão noções de literário, estético e político. Assim, este trabalho deseja impulsionar estudos sobre as políticas da poesia e da crítica, entendendo a literatura como campo expandido (KRAUSS, 1979) e buscando possibilidades e experimentações no método de crítica por meio de uma experiência de desierarquização dos signos. Portanto, incentiva-se a refletir sobre a forma com que os poemas circulam e impactam a sociedade promovendo outras configurações políticas.
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