O espaço doméstico como fator de fantasticidade em três contos brasileiros do século XIX
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2525-8133.opiniaes.2025.239711Palavras-chave:
Conto fantástico, Literatura brasileira, Século XIXResumo
Partindo do pressuposto de que a configuração do espaço constitui um elemento essencial ao fantástico, o artigo propõe uma análise dos contos “Um sonho” (1838), de Justiniano José da Rocha, “O espelho” (1882), de Machado de Assis, e “O velho piano” (1894), de Afonso Celso, articulando o efeito à representação do espaço doméstico. Para esse fim, delimita-se a princípio o conceito de fantástico, embasado nas definições formuladas por Todorov (2017), Bèssiere (2012) e Roas (2014), sobre o qual se assentam as análises. Chamando a atenção para o caráter desestabilizador e questionador da realidade, descrevem-se duas modalidades de realização do fantástico na literatura brasileira oitocentista. Para sustentar essa interpretação, destacam-se os procedimentos narrativos que apontam para um paradigma a partir do qual se efetiva uma ruptura da lógica que rege o mundo empírico, gerando assim, o efeito fantástico.
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