No. 27 (2025): O eu ancorado: espaços da intimidade na prosa brasileira

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O espaço doméstico faz-se presente em todo o decurso da produção literária brasileira, e pode ser interpretado tanto como lugar de intimidade e subjetivação, como espaço de cerceamento, tensão e exercício do poder. Ao examinar as linhas das relações familiares ou assemelhadas, a casa torna-se palco de embates psicológicos e culturais, que os limites da propriedade privada não foram capazes de eximir das disputas políticas e sociais. 

Seis artigos compõem o Dossiê desta edição, em que são analisados contos do século XIX (Justiniano José da Rocha, Machado de Assis, Afonso Celso) e de literatura contemporânea (Karen Alvares). Todavia, são as obras tributárias da experiência do romance de 1930 (Oswald de Andrade, Clarice Lispector, Milton Hatoum e Lúcio Cardoso) que ganham protagonismo neste debate. 

É o que discute a professora Simone Rossinetti Rufinoni na seção Entrevista, dado que sua pesquisa em andamento "O romance brasileiro entre a casa e a rua" aborda a configuração do espaço privado em oposição ao espaço público, e serviu de inspiração o dossiê temático. Ainda nesta seção, o escritor Bernardo Kucinski fala sobre história, memória e trauma a convite da comissão organizadora do XI Seminário do Programa de Pós-graduação em Literatura Brasileira.  

A seção Tema Livre apresenta nove artigos sobre obras de Ana Cristina Braga Martes, Cecília Meireles, Erico Verissimo, João Cabral De Melo Neto, Lúcio Cardoso, Marcus Vinícius Faustini, Rita Lee, Sousândrade e Tatiana Salem Levy. Em Criação Literária, duas narrativas tensionam o digital e o analógico, o robótico e o humano. Já na Resenha, há a leitura de “A extraordinária Zona Norte”, o livro mais recente de Alberto Mussa.

Gustavo Milano Beserra, Murilo Duarte Casacio e Paula Beatriz da Silva Rocha 

Published: 2025-12-31

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