Personalidade paterna como fator prognóstico no tratamento da tendência antissocial

Autores

  • Valéria Barbieri Universidade de São Paulo
  • Jamila de Godoy Pavelqueires Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0103-863X2012000100012

Palavras-chave:

Psicodiagnóstico, Personalidade Antissocial, Avaliação Terapêutica, Pai, Teste de Rorschach

Resumo

A maior parte dos estudos, sobre a importância do ambiente familiar no desenvolvimento emocional e no tratamento psicológico de crianças, busca associar as características da mãe à patologia da criança, em detrimento da figura do pai. Tendo isso em vista, este estudo teve como objetivo investigar as características de personalidade de pais de crianças com tendência antissocial, submetidas ao psicodiagnóstico interventivo, e sua possível relação com os resultados terapêuticos dos filhos. Seis pais de sete crianças foram avaliados pelo Teste de Rorschach, e o follow-up dos casos indicou a ocorrência de cinco sucessos e dois fracassos terapêuticos. As características paternas associadas ao sucesso foram ausência de comprometimentos severos no teste da realidade, controle pulsional e relacionamentos interpessoais, além de uma organização neurótica de personalidade. Sendo assim, os resultados mostram a importância de incluir informações sobre a personalidade paterna na realização de indicação terapêutica de crianças e na proposição de prognósticos.

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Publicado

2012-04-01

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Barbieri, V., & Pavelqueires, J. de G. (2012). Personalidade paterna como fator prognóstico no tratamento da tendência antissocial. Paidéia (Ribeirão Preto), 22(51), 101-110. https://doi.org/10.1590/S0103-863X2012000100012