Hegemonia e metáforas: potência e limites da teoria discursiva de Ernesto Laclau.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-8099.pcso.2025.240871

Palavras-chave:

Hegemonia, Discurso, Sujeito, Metáforas

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo avaliar a pertinência da abordagem discursiva da hegemonia, partindo de um contraponto com a herança foucaultiana para apontar seus limites na análise dos processos materiais de domínio do neoliberalismo. Com base em uma crítica ao determinismo economicista e ao reducionismo de classe, Ernesto Laclau constrói uma conceituação discursiva da hegemonia de longo impacto no campo dos estudos filosóficos. A abordagem discursiva é útil para superar os limites de uma concepção arquitetônica da subjetividade política que a entendia como reflexo da relação entre base e superestrutura. Nesse sentido, a Teoria do Discurso oferece um marco frutífero para uma ontologia política contingente, que compreende a subjetividade como o produto de operações metafóricas de produção de identidades.

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Biografia do Autor

  • Carmen Gloria Burgos Videla, Universidad de Atacama

    Universidad de Atacama. Departamento de Educación Básica. Proed. UERJ profesora visitante.

  • Oscar Pérez Portales, Pontificia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

    Doutor em Filosofia pela Universidade Oriente, Cuba, 2022. Doutor em Filosofia pela Pontificia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Brasil, 2023. Especialista em Ensino de Filosofia, Ufpel, 2021.

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Publicado

2025-12-18

Edição

Seção

Teoria do Discurso e Interdisciplinaridade: explorando fronteiras na construção de significados políticos

Como Citar

Videla, C. G. B., & Portales, O. P. (2025). Hegemonia e metáforas: potência e limites da teoria discursiva de Ernesto Laclau. Plural, 32(2), 107-125. https://doi.org/10.11606/issn.2176-8099.pcso.2025.240871