Hegemonia e metáforas: potência e limites da teoria discursiva de Ernesto Laclau.
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2176-8099.pcso.2025.240871Palavras-chave:
Hegemonia, Discurso, Sujeito, MetáforasResumo
O presente trabalho tem como objetivo avaliar a pertinência da abordagem discursiva da hegemonia, partindo de um contraponto com a herança foucaultiana para apontar seus limites na análise dos processos materiais de domínio do neoliberalismo. Com base em uma crítica ao determinismo economicista e ao reducionismo de classe, Ernesto Laclau constrói uma conceituação discursiva da hegemonia de longo impacto no campo dos estudos filosóficos. A abordagem discursiva é útil para superar os limites de uma concepção arquitetônica da subjetividade política que a entendia como reflexo da relação entre base e superestrutura. Nesse sentido, a Teoria do Discurso oferece um marco frutífero para uma ontologia política contingente, que compreende a subjetividade como o produto de operações metafóricas de produção de identidades.
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