Mas afinal, quem é o tal do pardo? O obstáculo antropológico nas reivindicações pelo ethos da nação brasileira

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-8099.pcso.2026.245515

Palabras clave:

Pardo, Miscigenação, Negritude, Branquitude, Multiculturalismo

Resumen

Neste artigo, costuro uma reflexão sobre os múltiplos significados assumidos, atrelados e projetados à palavra pardo ao longo do Brasil República (1889-presente), para compreender como esta classificação étnico-racial surge, se consolida, quem faz uso dela para se autodeclarar e seus porquês. Articulo referenciais clássicos dos estudos das relações raciais, como Munanga (2012; 2019), Bento (2016) e Moura (2014) com estudos recentes, tais quais os feitos por Rocha (2023), Ferro (2023) e Guimarães (2024). Verifico haver uma transição do pardo de categoria censitária residual para território de disputa de reivindicações identitárias, propostas pelas retóricas da negritude, dos povos originários e dos próprios autodeclarados pardos. Defendo haver um perigo latente na especificação da categoria, reconhecendo ao mesmo tempo as implicações antropológicas e éticas da sua anexação a outros grupos étnico-raciais.

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Biografía del autor/a

  • Igor Fonseca Silva, Universidade Estadual de Santa Cruz

    Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Rádio e TV, pela Universidade Estadual de Santa Cruz (2025).

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Publicado

2026-07-21

Número

Sección

(Re)pensando a mestiçagem no Brasil: velhos dilemas, novos debates

Cómo citar

Silva, I. F. (2026). Mas afinal, quem é o tal do pardo? O obstáculo antropológico nas reivindicações pelo ethos da nação brasileira. Plural, 33(1). https://doi.org/10.11606/issn.2176-8099.pcso.2026.245515