Itinerarios de la invención del Brasil mestizo: el dilema central de la cultura brasileña
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2176-8099.pcso.2026.246041Palabras clave:
Mestizaje, Silvio Romero, Gilberto Freyre, Felte Bezerra, Oracy NogueiraResumen
Este texto tiene como objetivo presentar cómo Gilberto Freyre (Casa-Grande & Senzala, 1933) y Felte Bezerra (Etnias Sergipanas, 1950) resuenan con las estrategias de significación construidas por Silvio Romero (Introducción a la Historia de la Literatura Brasileña, 1882) acerca de la naturaleza mestiza de la sociedad brasileña. Romero, influenciado por los criterios negativos de la sociología racista francesa del siglo XIX y por la intuición del mestizaje (blanqueamiento) como elemento de integración al discurso occidental de la evolución, edificó uno de los dilemas más complejos del pensamiento social brasileño. A partir del análisis de estas obras, se observa que Freyre y Bezerra continuaron la percepción de Romero al demarcar las contribuciones de las culturas negra, indígena y portuguesa, pero mantuvieron el sesgo que desconsideraba el racismo como dato fundamental de la experiencia social brasileña. Al avanzar sobre los límites de la sociología racista, estos autores fortalecieron el imaginario de que el mestizaje era el vector de relaciones interraciales no marcadas por la subyugación. El declive gradual de esta lectura ocurrió a partir de la década de 1950, con la contribución de los estudios de Oracy Nogueira, en especial su investigación sobre el prejuicio racial en Brasil, y por las investigaciones sobre relaciones raciales patrocinadas por la UNESCO (1949-1952).
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