(Re)pensando a mestiçagem no Brasil e a xenofobia aos nordestinos
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2176-8099.pcso.2026.246218Palabras clave:
Mestiçagem, Xenofobia, Nordestinos, Deslocamentos, MemóriaResumen
Este texto investiga a memória social de uma migração de cearenses para São Paulo entre os anos de 1972-2009, estudando a racialização dos(as) nordestinos(as) em São Paulo. Comparando e contrastando as fontes como entrevistas, correspondências e manuais de cartas, procura-se acessar expressões de experiências de indivíduos vivenciadas coletivamente. Para tanto, é problematizado um passado que se fez presente através de um sistema de pensamento eugênico recomposto no cotidiano, e, potencializador das tensões vividas pelos cearenses deslocados(as). Ao partir de uma perspectiva cultural e de microanálise no tratamento das fontes, se busca recompor trajetórias de vida e relações sociais estabelecidas, (re)veladoras de subjetividades e afetividades acontecidas em uma migração. Assim, o objeto de estudo acessa identidades tensionadas e forjadas no dia a dia, expondo todo um trauma naquilo que foi chamado de "patologia social do branco brasileiro". Aliás, quando a mestiçagem no Brasil é (re)pensada, ela traz consigo uma perturbação de memórias outrora comemoradas, usadas como tranquilizante, passando a ser rememoradas e rediscutidas, inclusive, quanto ao lugar da dita xenofobia sofrida pelos(as) nordestinos(as) em São Paulo.
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