Reflexões metodológicas sobre raça, classificação e reclassificação racial
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2176-8099.pcso.2026.246230Palabras clave:
Classificação Racial, Reclassificação Racial, Raça, Trânsito racial, MetodologiaResumen
O presente artigo tem por finalidade apresentar as principais formas de classificação racial vigentes no país, e como que elas interagem com uma gama de categorias raciais mobilizadas pelo racismo e pela racialização brasileira. Para tanto, foi feito um mergulho na história dessas categorias e de como elas mobilizam outras categorias importantes do campo das relações étnico raciais, como: raça, cor, cor da pele e etnia. Assim, também está sendo abordado como a variável raça/cor coletada carece de um maior refinamento, principalmente em se tratando taxas de mortalidade e dos microdados da educação em série-histórica, e quando essa variável é deixada de lado pode incorrer em subnotificações ou em um processo que estará sendo chamado aqui de reclassificação racial.
Descargas
Referencias
ARRUDA, Clodoaldo; MC Sharylaine; SANTOS, Jaqueline Lima. Projeto Rappers: A primeira casa do Hip Hop brasileiro. São Paulo: Perspectiva coedição Geledés - Instituto da Mulher Negra. 2023.
CAMPOS, Luiz. O Pardo como dilema político. Insight/Inteligência, ed. 63, 2013.
CAMPOS, Luiz. Quem é pardo no Brasil? Uma história plural e controversa. Nexo, 2023. Disponível em: <https://www.nexojornal.com.br/quem-e-pardo-no-brasil-uma-historia-plural-e-controversa>. Acesso em: 6 mar. 2026.
CAMPOS, Luiz. Bionota de Carlos Hasenbalg: Ciência e Política na luta contra o racismo. SBSociologia, 2026. Disponível em: <https://sbsociologia.com.br/project/carlos-hasenbalg/>. Acesso em: 6 mar. 2026.
COSTA, Gabriela. ROSSI, Gustavo. “O nordeste que você não viu”: notas sobre Hip Hop e identidades em meio à antinegritude da Capital Afro. PragMATIZES. v. 15 n. 28, p 211-233, 2025.
CUNHA, Estela Maria Garcia Pinto da et al. Life tables by race: a comparison among methods. In: encontro nacional de estudos populacionais, 14., 2010, Caxambu. [Trabalho apresentado]. Caxambu: ABEP, 2010.
DAFLON, Verônica Toste. Tão longe, tão perto: pretos e pardos e o enigma racial brasileiro. 2014. 199 f. Tese (Doutorado em Sociologia) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2014.
FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. 48. ed. São Paulo: Global, 2003.
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Organização de Flávia Rios e Márcia Lima. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
GUIMARÃES, Antônio. Raça, cor, cor da pele e etnia. Cadernos de Campo (São Paulo- 1991), v. 20, n. 20, 2011.
GUIMARÃES, Antonio Sérgio Alfredo. Formações nacionais de classe e raça. Tempo Social, v. 28, n. 2, p. 161-182, 2016.
GUIMARÃES, Raphael Mendonça. Sonho ou pesadelo americano? Mortes por desespero e o futuro do capitalismo. Trabalho, Educação e Saúde, Rio de Janeiro, v. 19, e00327159, 2021. DOI: 10.1590/1981-7746-sol00327.
MIRANDA, Vítor. A resurgence of black identity in Brazil? Evidence from an analysis of recent censuses. Demographic Research, [s. l.], v. 32, art. 59, p. 1603-1630, 18 jun. 2015. DOI: 10.4054/DemRes.2015.32.59.
MOURA, Clóvis. Sociologia do negro brasileiro. Editora Perspectiva, 2020.
MUNIZ, Jerônimo O.; BAILEY, Stanley R. Does race response shift impact racial inequality? Demographic Research, [s. l.], v. 47, art. 30, p. 935-966, 2022. DOI: 10.4054/DemRes.2022.47.30.
MUNIZ, Jerônimo Oliveira. Iterative intercensal single-decrement life tables using Stata. The Stata Journal, [s. l.], v. 23, n. 3, p. 813-834, 2023. DOI: 10.1177/1536867X231196441.
MUNIZ, Jerônimo Oliveira; SAPERSTEIN, Aliya; QUEIROZ, Bernardo Lanza. Racial classification as a multistate process. Demographic Research, [s. l.], v. 50, art. 17, p. 457-472, 2024. DOI: 10.4054/DemRes.2024.50.17.
NASCIMENTO, Abdias do. O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado. 3 ed, São Paulo: Perspectiva, 2016[1978].
NICOLAU NETTO, Michel. Música brasileira e identidade nacional na mundialização. São Paulo: Annablume, 2009.
NOGUEIRA, Oracy. Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem. Tempo social, v. 19, 2007.
ORTIZ, Renato. A Moderna Tradição Brasileira. 5 Ed. São Paulo: Brasiliense, 1999.
PRESTON, Samuel; HEUVELINE, Patrick; GUILLOT, Michel. Demography: Measuring and Modeling Population Processes. Blackwell Publishing, 2001.
RODRIGUES, Gabriela Machado Bacelar. (Contra)mestiçagem negra: pele clara, anti- colorismo e comissões de heteroidentificação racial. 2021. 271 f. Dissertação (Mestrado em Antropologia) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2021.
ROSSI, Luiz Gustavo Freitas. O intelectual “feiticeiro”: Édison Carneiro e o campo de estudos das relações raciais no Brasil. 2011. 228 p. Tese (doutorado) , Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Campinas, SP. Disponível em: http://hdl.handle.net/20.500.12733/1614669. Acesso em: 26 fev. 2026.
SANSONE, Livio. Negritude sem etnicidade: o local e o global nas relações raciais, culturas e identidades negras do Brasil. Salvador: UFBA. 2004.
TELLES, Edward. O significado da raça na sociedade brasileira. 2012.
TURRA, Cleusa; VENTURI, Gustavo (orgs.). Racismo cordial: a mais completa análise sobre o preconceito de cor no Brasil. São Paulo: Ática/Datafolha, 1995.
VALLE SILVA, Nelson. Morenidade: modo de usar. in: HASENBALG, Carlos; VALLE SILVA, Nelson; LIMA, Márcia. Cor e Estratificação Social. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, 1999.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Política de direitos compartilhados

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0.
Ao submeter seu trabalho à Plural, o autor concorda que: o envio de originais à revista implica autorização para publicação e divulgação, ficando acordado que não serão pagos direitos autorais de nenhuma espécie. Uma vez publicados os textos, a Plural se reserva todos os direitos autorais, inclusive os de tradução, permitindo sua posterior reprodução como transcrição e com devida citação de fonte. O conteúdo do periódico será disponibilizado com licença livre, Creative Commons - Atribuição NãoComercial- CompartilhaIgual –, o que quer dizer que os artigos podem ser adaptados, copiados e distribuídos, desde que o autor seja citado, que não se faça uso comercial da obra em questão e que sejam distribuídos sob a mesma licença (ver: http://www.creativecommons.org.br/).Cómo citar
Datos de los fondos
-
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
Números de la subvención 2025/01815-5




