Quem é “américano”? Universalismo, conquista e contestação latino-americana em Greg Grandin
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1676-6288.bjlas.2026.245927Palavras-chave:
América Latina, Doutrina Monroe, Soberania, Direito internacional, Integração regionalResumo
Esta resenha analisa criticamente America, América: A New History of the New World (2025), de Greg Grandin, que propõe uma história hemisférica integrada ao recusar a separação entre “história dos Estados Unidos” e “história da América Latina”. O objetivo é reconstruir a tese central da obra e avaliar sua contribuição para debates de Direito Internacional sobre soberania, conquista, não intervenção e institucionalidade multilateral. A metodologia consiste em leitura analítico interpretativa, com síntese por eixos, destacando a disputa semântica pelo nome “América”, a noção de crítica imanente (immanent critique) e a genealogia que articula Doutrina Monroe, panamericanismo e fórmulas de governança internacional. Como principais considerações, a obra reposiciona a América Latina como agente constitutivo de vocabulários normativos que tensionam a ordem liberal e evidencia a ambivalência de princípios mobilizados para justificar hegemonia e intervenção. A resenha identifica dois pontos de tensão: o risco de homogeneização da diversidade interna latino-americana e o custo de profundidade empírica decorrente da ambição de longa duração. Conclui-se que o livro oferece enquadramento relevante para compreender continuidades entre disputa hemisférica e direito internacional contemporâneo.
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Referências
ANGHIE, Antony. Imperialism, Sovereignty and the Making of International Law. Cambridge: Cambridge University Press, 2004. DOI: https://doi.org/10.1017/CBO9780511614262
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GRANDIN, Greg. America, América: a new history of the New World. New York: Penguin Press, 2025.
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