Quem é “américano”? Universalismo, conquista e contestação latino-americana em Greg Grandin

Autores

  • Claudyvan José dos Santos Nascimento Silva Universidade Federal da Paraíba image/svg+xml
    • Polyanna Cristina Vieira Cordeiro Silva
      • Claudyvanne dos Santos Nascimento Silva

        DOI:

        https://doi.org/10.11606/issn.1676-6288.bjlas.2026.245927

        Palavras-chave:

        América Latina, Doutrina Monroe, Soberania, Direito internacional, Integração regional

        Resumo

        Esta resenha analisa criticamente America, América: A New History of the New World (2025), de Greg Grandin, que propõe uma história hemisférica integrada ao recusar a separação entre “história dos Estados Unidos” e “história da América Latina”. O objetivo é reconstruir a tese central da obra e avaliar sua contribuição para debates de Direito Internacional sobre soberania, conquista, não intervenção e institucionalidade multilateral. A metodologia consiste em leitura analítico interpretativa, com síntese por eixos, destacando a disputa semântica pelo nome “América”, a noção de crítica imanente (immanent critique) e a genealogia que articula Doutrina Monroe, panamericanismo e fórmulas de governança internacional. Como principais considerações, a obra reposiciona a América Latina como agente constitutivo de vocabulários normativos que tensionam a ordem liberal e evidencia a ambivalência de princípios mobilizados para justificar hegemonia e intervenção. A resenha identifica dois pontos de tensão: o risco de homogeneização da diversidade interna latino-americana e o custo de profundidade empírica decorrente da ambição de longa duração. Conclui-se que o livro oferece enquadramento relevante para compreender continuidades entre disputa hemisférica e direito internacional contemporâneo.

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        Biografia do Autor

        • Claudyvan José dos Santos Nascimento Silva, Universidade Federal da Paraíba

          Mestre em Ciências Jurídicas pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal da Paraíba. Especialista em Direito Público pela Escola Superior da Magistratura de Pernambuco (ESMAPE). E-mail: claudyvansilva@gmail.com. Autor correspondente. 

           

        • Polyanna Cristina Vieira Cordeiro Silva

          Mestranda do Programa de Pós-graduação em Direitos Humanos da Universidade Federal da Paraíba. Especialista em Direitos Humanos e graduada em Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Católica de Pernambuco. E-mail: polyannavieira8@gmail.com.

           

        • Claudyvanne dos Santos Nascimento Silva

          Doutoranda em Administração pelo Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Pernambuco. Mestre em Administração pelo Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal da Paraíba. Graduada em Administração pela Universidade Federal de Pernambuco.  E-mail: claudyvanne@gmail.com

        Referências

        ANGHIE, Antony. Imperialism, Sovereignty and the Making of International Law. Cambridge: Cambridge University Press, 2004. DOI: https://doi.org/10.1017/CBO9780511614262

        BROWNSON, Orestes Augustus. The American Republic: its constitution, tendencies, and destiny. New York: P. O’Shea, 1866.

        GRANDIN, Greg. America, América: a new history of the New World. New York: Penguin Press, 2025.

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        Publicado

        2026-08-20

        Edição

        Seção

        Resenha

        Como Citar

        Silva, C. J. dos S. N., Cordeiro Silva, P. C. V., & Silva, C. dos S. N. (2026). Quem é “américano”? Universalismo, conquista e contestação latino-americana em Greg Grandin. Brazilian Journal of Latin American Studies, 25(52), e245927. https://doi.org/10.11606/issn.1676-6288.bjlas.2026.245927