Sobre a Revista
FOCO E ESCOPO
De acordo com a política editorial adotada pela Revista, somente serão analisados, para eventual publicação, artigos, resenhas, críticas de arte e ensaios de conteúdo inédito, tanto no país quanto no exterior. Esses textos são aqui genericamente designados como “manuscritos” ou “manuscrito”.
A revista se propõe a apresentar manuscritos de autores interessados em dialogar com todos os campos das humanidades e ciências sociais e tem como conceito organizador abranger temáticas de impacto regional para a América Latina ou trabalhos comparativos sobre dois países ou mais deste continente.
Espera-se que os manuscritos contribuam de modo significativo ao avanço do conhecimento científico em temáticas com foco na América Latina.
As análises devem preferir perspectivas interdisciplinares e sobre tópicos transversais que abranjam questões sociais, políticas, econômicas, jurídicas, históricas, culturais, artísticas, de comunicação social e, por este motivo, os manuscritos apresentados deverão ser elaborados por pesquisadores com nível de pós-graduação. Exceções serão analisadas pela Comitê Editorial.
Resenhas de livros recentemente publicados ou de obras de grande relevância para a região, como clássicos do pensamento latino-americano, serão publicadas, evitando propostas essencialmente descritivas.
Os autores dos artigos aprovados não serão remunerados a qualquer título.
O manuscrito aprovado integrará a Revista Brazilian Journal of Latin American Studies (Cadernos PROLAM) que será publicada em formato digital (ISSN 1676-6288) no seguinte endereço eletrônico: http://www.revistas.usp.br/prolam/ e identificados pelo seu respectivo Digital Object Identifier (DOI). Outrossim, a revista será publicada nos sistemas de bibliotecas da USP e em bases de indexação nas quais a revista estiver integrada no período da publicação.
Os Editores da Revista Brazilian Journal of Latin American Studies (Cadernos PROLAM/USP) não cobram de seus colaboradores nenhuma espécie de taxa de publicação, seja para o caso de artigos, seja para o caso de resenhas ou documentos publicáveis. A política da BJLAS está registrada nos seguintes diretórios de políticas editoriais: Diadorim / Sherpa Romeo / AURA.
O manuscristo submetido à revista para análise deverá ser escrito em português, inglês ou espanhol e, caso seja aprovado, será publicado no idioma em que tiver sido submetido para análise.
LIMITAÇÃO DE RESPONSABILIDADES
O viés interpretativo e das análises, a integridade e tratamento dos dados, bem como o conteúdo dos resultados publicados nos manuscritos pela Revista Brazilian Journal of Latin American Studies são de exclusiva responsabilidade dos seus autores e não representam necessariamente a perspectiva da Revista e suas organizações mantenedoras.
TERMOS DE USO
A BJLAS adota a política de Acesso Livre (Libre Open Access), sob o acordo padrão Creative Commons (CC BY-NC 4.0). O acordo prevê que:
- A submissão de texto autoriza sua publicação e implica compromisso de que o mesmo material não esteja sendo submetido a outro periódico. O original é considerado definitivo;
- Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution (CC BY-NC 4.0).
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com necessário reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista;
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais, repositórios específicos, ou na sua página pessoal) após o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
- O detentor dos direitos autorais da revista, exceto os já acordados no acordo sob a Licença Creative Commons Attribution (CC BY-NC 4.0), é o Programa de Pós-graduação Integração da América Latina.
É permitida a cópia, reprodução e distribuição de textos, imagens, dados e demais arquivos, no todo ou em parte, em qualquer formato ou meio, desde que sejam observadas as regras da licença Creative Commons (CC BY-NC 4.0):
- O uso do material copiado e ou reproduzido no todo ou em partes deve se destinar apenas a fins educacionais, de pesquisa, uso pessoal ou outros usos não comerciais. Reproduções para fins comerciais são proibidas;
- O material pode ser copiado e redistribuído em qualquer suporte ou formato;
- A reprodução deverá ser acompanhada da citação da fonte na integra incluindo o(s) nome(s) do(s) aturoes(s), no seguinte formato: Fonte: Revista Cadernos Prolam/USP. Brazilian Journal of Latin American Studies;
- Os nomes e endereços informados na revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros.
A BJLAS não remunera sob nenhuma forma os autores cujo manuscrito for publicado pela Revista.
PROCESSO DE AVALIAÇÃO POR PARES (DOUBLE-BLIND PEER REVIEW)
Os artigos submetidos à revista para análise serão avaliados pelo Corpo Editorial, com o auxílio de dois consultores ad hoc que serão escolhidos pelo Editor a partir da afinidade do mesmo com o tema do manuscrito.
Os manuscritos submetidos são enviados desprovidos da identificação dos autores para avaliação dos consultores ad hoc que são realizadas de forma duplamente anônima ( Double Blind Peer Review): o autor não saberá quem são os consultores ad hoc, nem eles quem é o autor. Dessa análise, poderá resultar a aceitação do artigo, condicionada, ou não, à realização de alterações pelo respectivo autor; a sua rejeição, com ou sem a recomendação de nova submissão depois de modificações; ou a sua rejeição definitiva. No caso de uma segunda submissão, a rotina de análise se repetirá até que uma decisão final de rejeição ou aceitação seja alcançada. O processamento do artigo é conduzido pelos Editores, a quem compete a comunicação com o respectivo autor.
A decisão final quanto à publicação dos artigos cabe ao Corpo Editorial, que se reúne ordinariamente para decidir a composição de cada um dos números da revista, por recomendação dos Editores. A aprovação do artigo para publicação será comunicada por escrito ao seu autor.
O processo de avaliação contém três etapas: avaliação preliminar (desk review), avaliação cega (double-blind peer review) e avaliação final pelo Comitê Editorial. Os critérios utilizados pelos avaliadores são:
- Originalidade da contribuição;
- Relevância acadêmica do tema tratado pelo manuscrito;
- Consistência teórica e atualidade teórica
- Clareza na definição e justificação do tema de pesquisa.
- Clareza na contribuição e resultados da pesquisa.
- Rigor metodológico do tratamento das fontes e da organização da redação;
- Qualidade e pertinência das fontes utilizadas para a construção do manuscrito;
- Qualidade da redação.
PERIODICIDADE
Publicação em fluxo contínuo
POLÍTICA DE ACESSO LIVRE
Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento.
CÓDIGO DE ÉTICA
A BJLAS tem o compromisso em garantir a integridade ética e inibir as más práticas que possam surgir no processo de publicação dos manuscritos. A Revista adota as diretrizes e conceitos do Committee on Publication Ethics (COPE) e do Código de Ética de Boas Práticas Científicas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.
AUTORIA E CONTRIBUIÇÕES
1. A Revista BJLAS aceita apenas submissões inéditas e originais. Não são aceitos manuscritos publicados previamente em periódicos e anais de conferências/eventos.
2. Poderão ser publicados textos postados nos seguintes repositórios de pré-publicação (preprints). Outros servidores podem ser eventualmente avaliados e/ou somados à lista abaixo:
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Nome |
Link |
Área |
Instituição |
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Advance |
Humanidades e Sociais |
SAGE Pub |
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OSFPreprints |
Todas |
Center of Open Science |
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SciELO Preprints |
Todas |
SciELO |
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SocArxiv |
Ciências Sociais |
Center of Open Science |
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APSA Preprints |
Ciência Política |
APSA/Cambridge |
3. A Revista poderá contactar os autores e coautores de um referido manuscrito a fim de verificar se os mesmos estão à par da submissão.
4. Em casos de que um dos autores não reconheça a autoria de um determinado manuscrito e não tenha autorizado a utilização de seu nome, a submissão será rejeitada.
5. A Revista adota o Taxonomia CRediT (Contributor Roles Taxonomy) constitui um vocabulário controlado normatizado, composto por um conjunto de 14 papéis, cujo objetivo é conferir granularidade e transparência à descrição das contribuições de colaboradores em publicações científicas. O Autores e coautores deverão preencher o formulário de contribuições de cada (co)autor no dentro do painel da BJLAS no momento da submissão.
USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICAL
A Brazilian Journal of Latin American Studies (BJLAS) reconhece que a Inteligência Artificial (IA) generativa oferece oportunidades significativas para otimizar o trabalho acadêmico. No entanto, o avanço dessas ferramentas exige um compromisso rigoroso com a integridade científica e a transparência. O posicionamento da BJLAS fundamenta-se na responsabilidade humana inegociável: a IA deve ser vista como uma ferramenta de apoio, cabendo aos autores o papel de protagonistas e responsáveis éticos e legais por todo o conhecimento original produzido e publicado.
Esta diretriz está estruturada em dois fundamentos essenciais:
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Regulamentação Nacional: A Portaria CNPq nº 2.664/2026, que cria a Política de Integridade na Atividade Científica do órgão e determina regras claras sobre o emprego de Inteligência Artificial Generativa em investigações e produções acadêmicas (Art. 9º, inciso I, alíneas c, d, e, f);
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Guia de Boas Práticas Científicas - 3ª edição da Universidade de São Paulo.
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Padrões Internacionais: As normas de publicação adotadas e as orientações preconizadas pelo Committee on Publication Ethics (COPE).
1.Diretrizes para Autores
Em alinhamento estrito com o COPE e a Portaria CNPq nº 2.664/2026, a BJLAS estabelece que ferramentas de IA NÃO podem ser listadas como autoras ou coautoras de qualquer manuscrito. A autoria científica requer trabalho humano e personalidade jurídica, além da capacidade de assumir responsabilidade pela acurácia, integridade e originalidade do trabalho, bem como gerenciar direitos autorais e conflitos de interesse — capacidades que ferramentas de IA não possuem. A submissão de conteúdo gerado por IA como se fosse de autoria humana é expressamente vedada.
1. Autoria e Responsabilidade (Accountability)
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Proibição de Autoria Não-Humana: Ferramentas de IA generativa não atendem aos requisitos de autoria e não podem ser listadas como autores ou coautores. A autoria implica responsabilidades éticas, legais e a capacidade de gerir direitos autorais que apenas humanos possuem.
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Responsabilidade Integral: O autor é o único responsável pela precisão, integridade e imparcialidade do trabalho. Isso inclui a obrigação de verificar manualmente todos os dados e citações e referências bibliográficas, visto que as ferramentas de IA podem criar conteúdos falsos e fontes inexistentes (alucinações).
2. Usos Permitidos vs. Usos Vedados
A BJLAS adota os seguintes critérios para o uso de tecnologias de IA na produção científica:
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Usos PERMITIDOS |
Usos VEDADOS |
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Melhoria de estilo, fluidez, correção gramatical e ortográfica do texto. |
Listar ferramentas de IA como autoras ou coautoras do manuscrito. |
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Tradução de manuscritos, desde que haja revisão crítica humana final. |
Gerar dados falsos, fictícios ou fabricar resultados de pesquisa. |
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Apoio na busca por literatura científica e seleção de referências (com verificação humana). |
Redigir seções teóricas críticas ou discussões sem supervisão e revisão humana. |
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Auxílio na formatação e visualização de dados reais em gráficos ou figuras (com declaração) |
Modificar ou distorcer imagens e dados para favorecer hipóteses (falsificação). |
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Suporte à análise estatística e processamento de dados. |
Analisar qualitativamente dados de forma automatizada que mascare o viés do pesquisador. |
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IA Analítica em atividades de pesquisa, análise e tratamento de dados (ex. mineração de dados ou classificação automatizada) |
Gerar referências bibliográficas sem verificação nas fontes primárias |
3. Transparência e Declaração de Uso
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Declaração Obrigatória: Caso qualquer ferramenta de IA tenha sido utilizada na preparação do manuscrito (redação, tradução, estruturação), os autores devem incluir, no momento da submissão, uma seção intitulada "Declaração de Uso de Inteligência Artificial".
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Localização: Esta seção deve ser inserida ao final do texto, imediatamente antes das Referências Bibliográficas ou enviada em arquivo separado como material complementar da submissão.
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Modelo de Texto: Utilize este modelo de declaração.
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Acesse o documento no seu navegador. No menu superior, clique em “Arquivo” e depois em “Baixar"
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Exceções: O uso de ferramentas básicas para verificação ortográfica, gramatical ou de pontuação não necessita de declaração.
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Consequências da Não-Declaração: A omissão da declaração de uso de IA ou o uso indevido dessas ferramentas configura má conduta científica e violação da integridade. A BJLAS reserva-se o direito de:
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Devolver ou rejeitar o manuscrito durante qualquer etapa do processo editorial se o uso não declarado for detectado.
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Proceder com a retratação do artigo após a publicação, caso infrações graves (como plágio ou fabricação de dados por IA) sejam identificadas
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Comunicar o incidente às instituições de origem dos autores e aos órgãos de fomento, como o CNPq, sujeitando os responsáveis às sanções previstas em lei, que incluem suspensão de auxílios e impedimento de participação em ações de fomento
4. Uso de IA em Figuras, Imagens e Arte
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Proibição de Manipulação: Não é permitido o uso de IA generativa para criar ou alterar imagens, figuras ou tabelas científicas. É é vedado aumentar, ocultar, mover ou remover características específicas de uma imagem.
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Ajustes Permitidos: São aceitáveis apenas ajustes de brilho, contraste ou balanço de cores, desde que não eliminem informações do original.
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Exceção Metodológica: Se o uso de IA for parte integrante do método de pesquisa (ex: processamento de imagens por algoritmos), isso deve ser detalhado de forma reprodutível na seção de Metodologia, especificando o modelo, versão e fabricante.
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Resumos Gráficos e Capas: O uso de IA para criar Graphical Abstracts ou artes de capa é proibido, salvo autorização expressa do Editor-Chefe.
5. Privacidade de Dados e Propriedade Intelectual
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Segurança do Manuscrito: Os autores devem verificar os termos de uso das ferramentas de IA para garantir que o upload do manuscrito inédito não viole a privacidade dos dados ou ceda direitos de treinamento à plataforma.
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Proteção de Identidade: É proibida a geração de imagens ou vozes que remetam a pessoas reais ou marcas registradas sem autorização legal.
2. Diretrizes para Avaliadores (Pareceristas)
1. Confidencialidade Absoluta e Proibição de Upload em ferramentas de IA
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Proteção do Manuscrito: Ao aceitar o convite para revisar um trabalho, o pesquisador assume o compromisso de tratar o manuscrito como um documento confidencial. Não é permitido carregar o manuscrito, ou qualquer parte dele, em ferramentas de IA generativa (como ChatGPT, Claude, Gemini, etc.).
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Risco de Violação: O upload de textos inéditos em plataformas de IA pode violar o sigilo editorial, os direitos de propriedade intelectual dos autores e as leis de privacidade de dados (LGPD), uma vez que tais ferramentas podem armazenar e utilizar os dados inseridos para treinamento de modelos.
2. Confidencialidade do Parecer (Relatório de Avaliação)
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Sigilo do Relatório: A exigência de confidencialidade estende-se ao relatório de avaliação (parecer). Os avaliadores não devem inserir seus pareceres em ferramentas de IA, mesmo que o objetivo seja apenas a melhoria do estilo, gramática ou legibilidade. O parecer pode conter informações sensíveis sobre o manuscrito e o processo decisório da revista.
3. Insubstituibilidade do Juízo Crítico Humano
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Avaliação Científica: A revisão de um manuscrito científico implica responsabilidades que podem ser atribuídas apenas a seres humanos. A IA generativa não possui a capacidade de pensamento crítico, contexto histórico-social (essencial para estudos latino-americanos) ou discernimento ético necessário para a avaliação por pares.
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Risco de Viés e Erros: O uso de IA para auxiliar na análise científica de um artigo apresenta riscos elevados de gerar conclusões incorretas, incompletas ou enviesadas.
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Responsabilização (Accountability): O avaliador é integralmente responsável pelo conteúdo de seu parecer. O uso de IA para redigir ou sintetizar avaliações é considerado má conduta editorial.
4. Verificação de Declaração de IA pelos Autores
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Monitoramento de Transparência: Os avaliadores devem verificar se os autores declararam o uso de IA no manuscrito. Essa informação estará disponível em uma seção específica antes da lista de referências bibliográficas. O avaliador deve julgar se o uso declarado pelos autores foi ético e se está em conformidade com as políticas da BJLAS.
3. Diretrizes para o Corpo Editorial (Editores e Equipe Técnica)
A BJLAS adota o princípio da IA Assistiva e Segura, permitindo o uso de tecnologias para otimizar e agilizar o fluxo de trabalho editorial, desde que resguardadas a confidencialidade dos manuscritos e a centralidade do julgamento humano.
3.1. Governança de Dados e Níveis de Acesso Tecnológico
O uso de ferramentas de Inteligência Artificial pelo corpo editorial é estritamente condicionado ao canal tecnológico utilizado:
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Canal Inseguro (PROIBIDO): É proibido o upload de manuscritos, dados de pesquisa, pareceres ou minutas de cartas editoriais em ferramentas de IA generativa de acesso público, gratuito ou em contas pessoais (ex: ChatGPT gratuito, Claude, Gemini público). O uso desses canais pode implicar riscos de violação de confidencialidade, propriedade intelectual e proteção de dados pessoais".
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Canal Seguro (AUTORIZADO): Como exceção à proibição geral, autoriza-se o uso de sistemas de Inteligência Artificial Ancorada (Grounded AI) e modelos generativos, desde que operados obrigatoriamente através de contas institucionais da Universidade de São Paulo (USP) e em softwares formalmente homologados ou fornecidos pela universidade que prevejam, contratualmente, o sigilo, o isolamento de dados e a não utilização do conteúdo para treinamento de modelos de terceiros.
3.2. Casos de Uso Autorizados para Agilização Editorial
Observado o uso exclusivo do Canal Seguro (3.1), os editores podem utilizar IA para as seguintes atividades administrativas e de suporte:
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Suporte à Comunicação Editorial: Tradução, revisão gramatical e aprimoramento de estilo de cartas de decisão, e-mails de convocação e notificações a pareceristas, vedada a inclusão de dados que exponham a identidade de autores ou avaliadores sob regime de duplo-cego.
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Triagem Operacional e Sumarização: Geração de resumos executivos de manuscritos densos para auxiliar na análise preliminar de escopo (desk review) e extração de palavras-chave para identificação de potenciais revisores.
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Detecção de Fraudes: Utilização de ferramentas automatizadas institucionais para verificação de plágio, similaridade textual e detecção de manipulação de imagens ou dados.
3.3. Preservação da Integridade Científica e Julgamento Humano
O ganho de agilidade operacional não substitui, sob nenhuma hipótese, o mérito acadêmico:
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Vedação ao Julgamento Automatizado: É proibido utilizar IA para avaliar o mérito científico, a originalidade ou a relevância de uma pesquisa, bem como para tomar decisões autônomas de aceite ou rejeição. Tais atividades exigem pensamento crítico e conhecimento de domínio exclusivos do editor humano.
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Supervisão do Processo de Revisão: Os editores devem realizar uma análise intelectual crítica sobre os pareceres recebidos e sobre o manuscrito. A IA atua como assistente de leitura e redação, nunca como tomadora de decisão.
3.4. Responsabilização Jurídica e Editorial (Accountability)
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Responsabilidade Final: O editor-chefe e os editores associados são integralmente responsáveis pelo conteúdo de todas as decisões e comunicações emitidas pela revista.
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Obrigatoriedade de Revisão: Qualquer texto, resumo ou análise gerada ou refinada por IA deve passar por revisão humana minuciosa antes de seu envio ou publicação. Erros, vieses ou omissões causados por "alucinações" da tecnologia serão de responsabilidade exclusiva do editor que validou a informação.
3.5. Esta política será revisada periodicamente em função da evolução tecnológica e normativa aplicável.
SIMILARIDADE, PLÁGIO, AUTOPLÁGIO (TEXTO RECICLADO), FATIAMENTO DE PUBLICAÇÃO (SALAMI-SLICING)
A BJLAS adota os seguintes conceitos e procedimentos em relação a Similaridade, Plágio, Autoplágio e Fatiamento de publicação:
Similaridade
A BJLAS considera similaridade textual quando há semelhanças entre o texto submetido e outros publicados sem mencionar o original como referência. A similaridade será interpretada conforme os relatórios de similaridade gerados pelas ferramentas de integridade acadêmica utilizados pela Revista.
Plágio
A BJLAS utiliza os conceitos propostos pelo The Office of Research Integrity e pelo Committee on Publication Ethics (COPE) e entende plágio como a apropriação de ideias, processos, resultados, dados ou palavras de outra pessoa sem dar crédito apropriado.
AutoPlágio (Texto Reciclado / Publicacção Redundante)
Refere-se à prática da reutilização, ou da publicação como se inédito fosse, de ideias, dados, resultados, métodos, conclusões, textos, etc. publicados anteriormente pelo autor em mais de uma publicação.
Fatiamento de Publicacção (Salami-Slicing / Publicação Segmentada)
É a parte de um grande estudo publicado de forma independente mesmo que a base de dados tenha sido já utilizada pelo autor anteriormente sem que haja referência de que este manuscrito é parte de um estudo maior. Uma solução é o autor identificar através de notas de rodapé que o manuscrito é parte de uma dissertação, por exemplo.
RECLAMAÇÕES E RECURSOS
A BJLAS recebe reclamações e denúncias voluntárias da comunidade científica (whistleblowers) no que concerne suspeitas de conflitos de interesse, fabricação de dados e outros problemas de desvio ético. As reclamações de autores, avaliadores, leitores e da comunidade em geral podem ser enviadas através do seguinte email: prolamjournal@usp.br.
CORREÇÕES PÓS-PUBLICAÇÃO
Na eventualidade de alegações ou fatos comprovados de má conduta científica, publicação fraudulenta ou plágio a BJLAS tomará medidas para clarificar a situação e, se necessário, poderá retificar o manuscrito através de publicação de errata, nota de esclarecimento ou de retratação, para casos mais graves.
HISTÓRICO DO PERÍODICO
A Revista Cadernos Prolam/USP – Brazilian Journal of Latin American Studies – começou suas atividades no ano de 2002, com a missão de difundir conhecimento científico sobre o processo de integração latino-americano.
Com o passar dos anos, periódico ampliou suas atividades e hoje atua com uma ampla gama de trabalhos sobre estudos latino-americanos que vão da integração econômica, da política internacional e da cultura latino-americana.
ARQUIVAMENTO
Os manucritos publicados pela BJLAS são automaticamente arquivados nas seguintes bases:
- Rede de Preservação PKP (PKP PN)
- Sistema LOCKS (Lots of Copies Keep Stuff Safe)
LOCKSS é um software livre desenvolvido pela Biblioteca da Universidade de Stanford, que permite preservar revistas online através do arquivamento do conteúdo recentemente publicaado. Cada arquivo é continuamente validado contra cópias de outras bibliotecas. Caso o conteúdo seja corrompido ou perdido, as cópias são usadas para restauração.
PERCENTUAL DE APROVAÇÃO E REJEIÇÃO DOS MANUSCRITOS
| Publicados | Rejeitados |
| 338 | 141 |
| 67,74% | 28,26% |
FONTES DE APOIO


