Hiperrealismo e dissonância estratégica na América Latina: operacionalização metodológica da contradição e sua aplicação ao caso do Chile no contexto da rivalidade sino-americana
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1676-6288.bjlas.2026.246832Palavras-chave:
Hiperrealismo, Dissonância estratégica, Política externa da América Latina, Rivalidade sino-americana, Lógica paraconsistenteResumo
Este artigo apresenta a primeira aplicação empírica do Índice de Hiperrealismo (IHR), uma ferramenta metodológica concebida para mensurar a dissonância estratégica entre discurso e comportamento na política internacional. No âmbito das Relações Internacionais, o estudo dialoga com a literatura sobre autonomia latino-americana e a rivalidade sistêmica entre os Estados Unidos e a República Popular da China, incorporando a lógica paraconsistente como fundamento formal para modelar a coexistência de evidências contraditórias. Metodologicamente, o IHR opera por meio de uma matriz de avaliação baseada em evidências favoráveis (μ) e desfavoráveis (λ), da qual derivam os índices de contradição (C), certeza (S) e incerteza (U), ponderados por parâmetros explícitos (α, β, γ). O modelo é aplicado ao caso do Chile durante o governo de Gabriel Boric, no contexto da competição geopolítica contemporânea. Os resultados identificam um padrão de hiperrealismo moderado, consistente com estratégias de pragmatismo adaptativo em contextos de pressão sistêmica. O estudo propõe o Modelo de Hiperrealismo Internacional (MHI) como um protótipo metodológico replicável para análises comparativas na América Latina e em outros cenários internacionais.
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