Impacto da não renovação do acordo sobre transportes marítimos entre Brasil e Argentina e potenciais ganhos de competitividade
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1676-6288.bjlas.2026.227618Palavras-chave:
Grande cabotagem, Brasil-Argentina, Protecionismo, Transporte marítimo, Acordos bilateraisResumo
O presente artigo analisa os efeitos da não renovação do Acordo sobre Transportes Marítimos entre Brasil e Argentina, vigente entre 1985 e 2021, sobre a dinâmica do comércio bilateral, das frotas mercantes nacionais e do comportamento dos fretes. A partir de uma abordagem qualitativa, apoiada na análise descritiva de dados secundários, o estudo examina o período de 2013 a 2023, combinando pesquisa documental e bibliográfica com estatísticas provenientes de bases públicas oficiais. À luz da teoria do comércio internacional e da economia da regulação, o Acordo é interpretado como um mecanismo de restrição à concorrência, com potenciais implicações sobre eficiência alocativa e custos logísticos. Os resultados indicam a ausência de evidências robustas de que a vigência do Acordo tenha contribuído para o desenvolvimento das frotas mercantes brasileira e argentina ou para a expansão da corrente de comércio bilateral. Adicionalmente, não se observa relação sistemática entre sua revogação e alterações na volatilidade dos fretes. Por outro lado, evidências sugerem a existência de custos associados ao regime anterior, decorrentes de barreiras à entrada e mecanismos de intermediação no acesso ao mercado. Conclui-se que a não renovação do Acordo está alinhada com princípios de maior abertura e eficiência regulatória, sem impactos negativos identificáveis sobre as variáveis analisadas.
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