El silenciamiento de un enigma: sobre la interpretación de la manía como defensa
DOI:
https://doi.org/10.1590/0103-6564e230054Palabras clave:
manía, psicoanálisis, psicopatología, nosografíaResumen
En las últimas décadas ha surgido un debate sobre la falta de avances en la investigación sobre la manía en psicoanálisis. Este artículo examina dos hipótesis que eligen a la nosografía como factor explicativo elemental de esta brecha: La primera se refiere a la amplia adhesión a la categoría de psicosis maníaco-depresiva, mientras que la segunda alude a la adopción indistinta de categorías divergentes por parte de los psicoanalistas. Contrariamente a estas interpretaciones, pero dentro del mismo marco, se sostiene que el factor determinante para el estancamiento de esta investigación reside en las concepciones del curso de la manía asumidas por el psicoanálisis. Por un lado, se argumenta que el sentido de defensa atribuido a la posición invariablemente secundaria de la manía en circulación con la melancolía contribuyó a la delimitación metapsicológica del cuadro clínico; por otro, esta ha llevado a una restricción de su psicopatología y disminución de los estudios sobre estos casos.
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