Unconscious alliances and family psychic transmission: the maternal experience in legal proceedings that impose child separation
DOI:
https://doi.org/10.1590/0103-6564e234680Keywords:
motherhood, unconscious alliances, family psychic transmission, family destitutionAbstract
Motherhood can be impacted by judicial decisions that impose mother-child separation through foster care and the termination of parental rights. This study investigated the maternal experience in legal proceedings involving mothers whose children were removed from the family environment by the State. It is a qualitative, exploratory-descriptive study that used semi-structured interviews for data collection. Five women subjected to judicial decisions, aged between 25 and 37, were interviewed. The data were analyzed using Thematic Analysis, based on the Family and Couples Psychoanalysis framework. The analysis revealed maternal psychological suffering and pointed to a tendency within the justice system to individually blame women for family ruptures. This tendency is linked to the patriarchal legacy, unconscious alliances, and intergenerational psychic transmission. Policies that strengthen vulnerable family bonds and support children's continued presence with their mothers are necessary.
Downloads
References
André-Fustier, F., & Aubertel, F. (1998). A transmissão psíquica familiar pelo sofrimento. In A. Eiguer (Org.), A transmissão do psiquismo entre gerações: Enfoque em terapia familiar psicanalítica (pp. 129-179). São Paulo, SP: Unimarco.
Badinter, E. (1985). Um amor conquistado: O mito do amor materno. Rio de Janeiro, RJ: Nova Fronteira.
Benatti, A. P., Pereira, C. R. R., Santos, D. C. M., & Paiva, I. L. (2020). A maternidade em contextos de vulnerabilidade social: Papéis e significados atribuídos por pais e mães. Interação em Psicologia, 24(2), 130-141. doi: 10.5380/psi.v24i2.59856
Benghozi, P. (2010). Malhagem, filiação e afiliação: Psicanálise dos vínculos: Casal, família, grupo, instituição e campo social (E. D. Galery, trad.). São Paulo, SP: Vetor.
Bleger, J. (1998). Temas de psicologia: Entrevistas e grupos. São Paulo, SP: Martins Fontes.
Braun, V., & Clarke, V. (2019). Reflecting on reflexive thematic analysis. Qualitative Research in Sport, Exercise and Health, 11(4), 589-597. doi: 10.1080/2159676X.2019.1628806
Carmo, M. E., & Guizardi, F. L. (2018). O conceito de vulnerabilidade e seus sentidos para as políticas públicas de saúde e assistência social. Cadernos de Saúde Pública, 34(3), e00101417. doi: 101590/0102-311x00101417
Correa, O. B. R. (2002). A instituição família na tecelagem vincular. In O. B. R. Correa (Org.), Vínculos e instituições: Uma escuta psicanalítica (pp. 67-84). São Paulo, SP: Escuta.
Corvello, M. V., & Melo, M. (2021). Maternidades destituídas: Desigualdades de gênero, raça, classe e Poder Judiciário. Belo Horizonte, MG: Letramento.
Del Priore, M. D. (2004). História das mulheres no Brasil (7ª ed.). São Paulo, SP: Contexto.
Fernandes, M. I. A. (2024). Contrato narcísico e seus descaminhos: Rastros da violência. In: A. N. Bianchi, & P. Zukerman (Orgs.), Psicanálise de casal e família: Reflexões latino-americanas. São Paulo, SP: Blucher.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2022). Censo demográfico 2022: População e domicílios. Rio de Janeiro, RJ: IBGE.
Kaës, R. (2001). Transmissão da vida psíquica entre gerações. São Paulo, SP: Casa do Psicólogo.
Kaës, R. (2011a). Um singular plural. São Paulo, SP: Loyola.
Kaës, R. (2011b). A realidade psíquica do vínculo. Revista Brasileira de Psicanálise, 45(4), 155-166.
Kaës, R. (2014). As alianças inconscientes. São Paulo, SP: Ideias & Letras.
Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. (1990). Dispõe sobre o Estatuto da Criança e Adolescente e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República. Recuperado de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm
Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. (2002). Institui o código civil. Brasília, DF: Presidência da República. Recuperado de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm.
Lei nº 13.257, de 8 de março de 2016. (2016). Dispõe sobre as políticas públicas para a primeira infância e altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), o Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal), a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, a Lei nº 11.770, de 9 de setembro de 2008, e a Lei nº 12.662, de 5 de junho de 2012. Brasília, DF: Presidência da República. Recuperado de https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/l13257.htm
Moura, S. M. S. R., & Araújo, M. F. (2004). A maternidade na história e a história dos cuidados maternos. Psicologia: Ciência e Profissão, 24(1), 44-55. doi: 10.1590/S1414- 98932004000100006
Nascimento, M. L., Cunha, F. L., & Vicente, L. M. D. (2007). A desqualificação da família pobre como prática de criminalização da pobreza. Revista Psicologia Política, 7(14), 13-14.
Passos, R. G. (2023). Na mira do fuzil: A saúde mental das mulheres negras em questão. São Paulo, SP: Hucitec.
Scott, J. B., Prola, C. A., Siqueira, A. C., & Pereira, C. R. R. (2018). O conceito de vulnerabilidade social no âmbito da psicologia no Brasil: uma revisão sistemática da literatura. Psicologia em Revista, 24(2), 600-615. doi: 10.5752/P.1678-9563.2018v24n2p600-615
Tartuce, F., & Simão, J. F. (2012). Direito Civil: Direito de Família. Campinas, SP: Método.
Xavier, A., & Zanello, V. (2018). Encaminhamento de “mães ofensoras” à rede de garantia de direitos das crianças: Violência de gênero do Estado? In C. Stevens, E. Silva, S. de Oliveira, & V. Zanello. (Orgs.), Relatos, análises e ações no enfrentamento da violência contra mulheres (pp. 16-43). Brasília, DF: Technopolitik.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 Psicologia USP

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Todo o conteúdo de Psicologia USP está licenciado sob uma Licença Creative Commons BY-NC, exceto onde identificado diferentemente.
A aprovação dos textos para publicação implica a cessão imediata e sem ônus dos direitos de publicação para a revista Psicologia USP, que terá a exclusividade de publicá-los primeiramente.
A revista incentiva autores a divulgarem os pdfs com a versão final de seus artigos em seus sites pessoais e institucionais, desde que estes sejam sem fins lucrativos e/ou comerciais, mencionando a publicação original em Psicologia USP.
