Memória como epílogo e prólogo: da interrupção do devir ao luto por suicídio

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/0103-6564e245607

Palavras-chave:

suicídio, luto, narrativa, memória, devir

Resumo

Este ensaio teórico propõe uma reflexão sobre a morte de si e o luto por suicídio. Em um primeiro momento, a discussão sobre o suicídio se organiza em torno da noção de epílogo que, para além de sentido de conclusão, fechamento ou explicação para o ato, representa a ruptura do devir, inaugurando outra temporalidade: a da memória. Na sequência, introduzimos a ideia de prólogo para descrever a vida de pessoas profundamente marcadas pela perda por suicídio, necessitando reconfigurar a própria existência a partir da ausência. Nesse sentido, propomos compreender o ato suicida como a interrupção da vida biológica que, no entanto, não implica o fim da dimensão biográfica. Esta, por sua vez, se inscreve na memória dos enlutados fomentando a elaboração simbólica da perda, denotando um marco inaugural e epílogo na vida daqueles que permanecem.

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Biografia do Autor

  • Esther Hwang, Universidade Cruzeiro do Sul

    Doutorado (2024) e Mestrado (2018) em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). Graduação em Psicologia pela Presbiteriana Mackenzie (2012). Especialização em teoria, pesquisa e intervenção em luto pelo Instituto 4 Estações de Psicologia (2020). Tem experiência principalmente nos seguintes temas: morte, luto, suicídio, desenvolvimento humano e pesquisa. Atua como psicóloga e docente. 

  • Maria Júlia Kovács, Universidade de São Paulo
    Fez graduação em Psicologia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1975), mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (1985) e doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (1989). Atualmente é professora livre docente do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Os temas de estudo e pesquisa são: morte, luto, bioética, formação de profissionais de saúde e educação. Concluiu livre docência em 2002 com a tese: Educação para a Morte: desafio na formação de profissionais de saúde e educação. Coordena o Laboratório de Estudos sobre a Morte do Instituto de Psicologia da USP. Atualmente é professora sênior do IP. 

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Publicado

21-07-2026

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Memória como epílogo e prólogo: da interrupção do devir ao luto por suicídio. (2026). Psicologia USP, 37, e245607. https://doi.org/10.1590/0103-6564e245607