Da ontologia do trabalho à crítica da ciência no capitalismo: implicações para a psicologia
DOI:
https://doi.org/10.1590/0103-6564e246799Palavras-chave:
ciência, psicologia, precarização do trabalho, neoliberalismoResumo
Neste artigo se analisa a origem da ciência em sua relação ontológica com o trabalho, indicando que ela emerge na práxis social a partir das necessidades humanas. Examina-se sua inscrição no sistema sociometabólico do capital, destacando seu caráter burguês e sua relação com o avanço tecnológico e a acumulação de capital. Abordam-se as ofensivas da classe dominante, expressas em práticas político-econômicas neoliberais, que intensificam a precarização das condições de vida e de trabalho das trabalhadoras, em geral, e das psicólogas, em particular. Evidencia-se que as condições precárias de formação e de trabalho das psicólogas no Brasil podem limitar o avanço da ciência. Conclui-se que, embora a psicologia não se restrinja a um instrumento da classe dominante, que tampouco pode ser considerada resposta ao adoecimento da classe trabalhadora. A superação desses problemas reside na auto-organização coletiva, orientada a uma transformação radical da sociedade.
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