Antipsicologia e a crítica marxista da psicologia: uma questão eclipsada

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DOI:

https://doi.org/10.1590/0103-6564e246854

Palavras-chave:

Antipsicologia, Marxismo, Emancipação Humana, Martín-Baró, Psicologia Crítica

Resumo

O artigo discute a proposta de uma “antipsicologia da libertação”, cujo objetivo não é reformar ou humanizar a psicologia, mas promover sua superação histórico-concreta por meio da ação política. Resgata uma questão eclipsada no debate crítico da psicologia brasileira desde o final da década de 1980: a necessidade de negação da psicologia enquanto ciência autônoma e profissão especializada. Com base em autores brasileiros, como Marco Antonio de Castro Figueiredo, Oswaldo Hajime Yamamoto, Wilson Coutinho Júnior e Pedro Henrique Antunes da Costa, e inspirado na noção marxista de “definhamento do Estado”, o texto recupera essa tradição antipsicológica marxista e argumenta que a emancipação humana exige a reabsorção social das funções de cuidado atualmente delegadas aos especialistas do campo “psi”, defendendo que, em uma sociedade socialista, novas relações sociais possibilitariam o “definhamento da psicologia” e a reintegração do cuidado à vida coletiva.

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Biografia do Autor

  • Filipe Boechat

    Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

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Publicado

06-07-2026

Edição

Seção

Dossiê Psicologia e Marxismo

Como Citar

Antipsicologia e a crítica marxista da psicologia: uma questão eclipsada. (2026). Psicologia USP, 37, e246854. https://doi.org/10.1590/0103-6564e246854