Écoute attentive et lecture pluriverselle d’une école publique à São Paulo : une étude de cas de l’institution scolaire
DOI :
https://doi.org/10.1590/0103-6564e240126Mots-clés :
le langage en l’acte de l’adolescence, violence et insurrection à l’école, passage à l’acte raciste, l’institution scolaire et ses vicissitudes, philosophies africaines et liens communautairesRésumé
Face à la violence qui a frappé le milieu scolaire au Brésil en 2023, cet article réfléchit sur la genèse de cette violence et les moyens d’y faire face. La question initiale était de savoir si ce « langage en acte » peut devenir une « passage à l’acte » raciste, comme le souligne Sodré à propos de l’ambiguïté par rapport à la violence fondatrice de la société brésilienne, tenant compte des formulations de Bateson sur le double lien. On considère que les philosophies africaines peuvent être un terrain fertile pour rétablir les liens rompus dans la communauté scolaire et convertir cette tendance à la violence aveugle dans une insurrection transformatrice, capable de défaire l’ambiguïté face au racisme que la société brésilienne s’obstine à nier. Enfin, les réflexions psychanalytiques sur les institutions ont été essentielles pour comprendre la dynamique défensive de la communauté scolaire étudiée.
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