Place de la parole : des collaborations pour une science féministe, antiraciste et décoloniale

Auteurs

  • Walter Aristóteles Oliveira Miez Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil

DOI :

https://doi.org/10.1590/0103-6564e240155

Mots-clés :

féminisme, l’antiracisme, colonialisme, science

Résumé

Depuis longtemps, la science sous-tend les discours qui favorisent les avancées et les reculs dans la construction de la citoyenneté. Cependant, la psychologie, ancrée dans des principes éthiques, est appelée à s’engager à orienter son savoir vers la promotion de la justice. Ce travail vise à : (1) trouver des arguments qui soulignent la pertinence de l’ouvrage La place de la parole noir, de Djamila Ribeiro, pour penser la science ; (2) comprendre comment la colonialité, l’épistémicide et la blancheur guident la perception de ce qu’est le savoir et la science dans la culture occidentale ; et (3) reconnaître la pertinence de la psychologie en tant que domaine scientifique puissant pour la transformation sociale. Nous discutons ici de l’idée de science à partir de la perspective présentée dans le livre La place de la parole noir. La recherche théorique dénonce le fait que la logique blanche efface la production de savoir des personnes non blanches, perdant ainsi son potentiel collaboratif pour l’équité sociale.

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Publiée

2026-04-23

Numéro

Rubrique

Artigos

Comment citer

Place de la parole : des collaborations pour une science féministe, antiraciste et décoloniale. (2026). Psicologia USP, 37, e240155. https://doi.org/10.1590/0103-6564e240155