Teatro Oficina: a tragycomédiorgya como reexistência
DOI:
https://doi.org/10.1590/0103-6564e230177Palavras-chave:
Teatro Oficina, tragycomédiorgya, carnavalização, antropofagia, reexistênciaResumo
A partir da tragycomédiorgya criada pelo Teatro Oficina e presentificada na montagem de Bacantes, este artigo dispõe-se a refletir sobre algumas influências que participam do estilo desenvolvido pela companhia, bem como os possíveis efeitos subjetivantes deste. Ao conjugar a tragédia, a comédia e a orgia, o Oficina constrói uma prática subversiva que critica a representação dramática que vigora em certo tipo de teatro, promovendo um novo fazer, interessado na potência do encontro ritual e na expressividade do coro dionisíaco. Devorando a tragédia grega As bacantes, em uma apropriação antropofágica influenciada pelo pensamento oswaldiano, o grupo possibilita a seu público experienciar o universo trágico à la brasileira, contaminado pelo humor e pela carnavalização. Promovendo transgressões nas formas artísticas estagnadas, o trabalho do Oficina abre brechas para que a arte seja instrumento de reexistência, operando transformações estéticas articuladas a novas formas de vida.
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