Una “mujer de fe”: los ecos coloniales de la violencia contra las mujeres
DOI:
https://doi.org/10.1590/0103-6564e235442Palabras clave:
feminicidio, psicoanálisis, feminismo, decolonialidadResumen
Partimos de un caso clínico interpretado a partir de teorías feministas decoloniales en relación con una perspectiva psicoanalítica también decolonial. Adoptamos el caso único como método. Analizamos el caso a partir de tres modalidades de violencia de género: conyugal, religiosa y estatal desde un abordaje crítico. Discutimos la dimensión inconsciente de los procesos identificatorios que pueden sostener o desmontar la estructura de poder patriarcal que articula e intenta domesticar el goce de la mujer, inscrito simbólicamente en la lógica distributiva de ese sistema de poder basado en el binarismo de género. Concluimos que el psicoanalista debe estar consciente de esta estructura para no ejercer la clínica alienado de ella, reproduciéndola, como si la singularidad del caso pudiera ocultar y contener la violencia colonial de género en lugar de lo contrario, que actúa sobre el adiestramiento y la normalización de los modos de goce de la mujer.
Descargas
Referencias
Allen, P. G. (1992). The sacred hoop: recovering the feminine in American Indian traditions. Boston: Beacon.
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe. (2022). Pôr fim à violência contra as mulheres e meninas e ao feminicídio ou feminicídio: um desafio fundamental para construir uma sociedade de cuidado. Santiago: Cepal. Recuperado de https://www.cepal.org/pt-br/comunicados/cepal-menos-4473-mulheres-foram-vitimas-feminicidio-america-latina-caribe-2021
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe. (2023). Violencia feminicida en cifras: América Latina y el Caribe. (Vol. 1). Santiago: Cepal. Recuperado de https://oig.cepal.org/sites/default/files/c2300197_boletin_1_violencia_esp_web.pdf
Escritório Regional para a América Central do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. (2014). Modelo de protocolo latino-americano americano de investigação das mortes violentas de mulheres por razões de gênero (femicídio/feminicídios). Brasília, DF: OACNUDH. Recuperado de https://www.onumulheres.org.br/wp-content/uploads/2015/05/protocolo_feminicidio_publicacao.pdf
Figueiredo, A. C. (2004). A construção do caso clínico: uma contribuição da psicanálise à psicopatologia e à saúde mental. Revista Latino-Americana de Psicopatologia Fundamental, 8(1), 75-86.
Freud, S. (1996). Psicologia de grupo e análise do eu. In O Caso Schreber, Artigos sobre Técnica e outros Trabalhos (1913-1914) (J. Salomão, trad., Vol. 18, pp. 77-154). Rio de Janeiro, RJ: Imago. (Trabalho original publicado em 1921)
Freud, S. (2010). Sobre o início do tratamento (novas recomendações sobre a técnica da psicanálise I). In O Caso Schreber, Artigos sobre Técnica e outros Trabalhos (1913-1914) (J. Salomão, trad., Vol. 12, pp. 143-171). Rio de Janeiro, RJ: Imago. (Trabalho original publicado em 1913)
Guerra, A. M. C. (2019). Universal, particular e singular: psicanálise e política. Clínica & Cultura, 8(1), 7-23.
Januzzi, M. E. S., Moreira, J. O., Guerra, A. M. C., Monteiro, D. T. T., Barbosa, V. M. A. C., & Ramos, F. V. (2024). Feminicídio à brasileira: o amor narcísico e suas implicações no corpo feminino. Cuadernos de Educación y Desarrollo, 16(8), e5169. https://doi.org/10.55905/cuadv16n8-071
Januzzi, M. E. S., Moreira, J. O., Barbosa, V. M. A. C., Monção, C. A. D., Ramos, F. V., Paula, A. A., Oliveira, N. A., & Gomes, B. M. (2024). Brazilian-style feminicide: Memorialistic narratives as a method in colonial heritage data collection. Social Sciences, 13(3), 52-60. doi: 10.11648/j.ss.20241303.12
Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada. (2023). Atlas da Violência 2023. Brasília, DF: IPEA. Recuperado de https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/publicacoes/250/atlas-da-violencia-2023
Lacan, J. (1979). O seminário, livro 1: os escritos técnicos de Freud. Rio de Janeiro, RJ: Zahar. (Trabalho original publicado em 1953-1954)
Lacan, J. (2003). O seminário, livro 9: a identificação. (I. Correia & M. Bagno, trad.). Recife, PE: Centro de Estudos Freudianos do Recife. (Trabalho original publicado em 1961-1962)
Lagarde y de los Ríos, M. M. (2006). Del femicidio al feminicidio. Desde el Jardín de Freud, 6, 216-225.
Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. (2006). Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8º do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República. Recuperado de https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm
Lei nº 13.104, de 9 de março de 2015. (2015). Altera o art. 121 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, para prever o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio, e o art. 1º da Lei nº 8.072, de 25 de julho de 1990, para incluir o feminicídio no rol dos crimes hediondos. Brasília, DF: Presidência da República. Recuperado de https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13104.htm
Lerner, G. (2019). A criação do patriarcado: história da opressão das mulheres pelos homens. São Paulo, SP: Cultrix.
Lima, V. M. (2020, dezembro). Lacan, as normas de parentesco e a castração masculina. Tempo Psicanalítico, 52(2), 6-27.
Lugones, M. (2008, julio-diciembre). Colonialidad y género. Tabula Rasa, 9, 73-101.
Mbembe, A. (2020). Necropolítica: biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. São Paulo, SP: N-1.
Molinier, P. (2019). O trabalho do care: mulheres entre o amor e o trabalho. São Paulo, SP: Unesp.
Moscatiello, G. (2020, 23 de dezembro). Outras cartografias: feminicídio na América Latina. Outras Palavras. Recuperado de https://outraspalavras.net/feminismos/outras-cartografias-feminicidio-na-americalatina/
Organização Mundial da Saúde. (2021). Violence against women prevalence estimates, 2018: global, regional and national prevalence estimates for intimate partner violence against women and global and regional prevalence estimates for non-partner sexual violence against women. Geneva: World Health Organization. Recuperado de https://www.who.int/publications/i/item/9789240022256
Oyěwùmí, O. (2021). A invenção das mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero. Rio de Janeiro, RJ: Bazar do Tempo.
Russell, D. E. H., & Radford, J. (Eds.) (1992). Femicide: the politics of woman killing. New York: Twayne.
United Nations Office on Drugs and Crime & ONU Mulheres. (2022). Gender-related killings of women and girls (femicide/feminicide) – Global estimates of gender-related killings of women and girls in the private sphere in 2021. Improving data to improve responses. Vienna: UNODC. Recuperado de https://www.unodc.org/documents/data-and-analysis/briefs/Femicide_brief_Nov2022.pdf
Zana, A. (2022). Psicanálise e perspectivas feministas materialistas. Caderno Espaço Feminino, 34(2), 55-81.
Zupančič, A. (2023). O que é sexo? Belo Horizonte, MG: Autêntica.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Psicologia USP

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Todo o conteúdo de Psicologia USP está licenciado sob uma Licença Creative Commons BY-NC, exceto onde identificado diferentemente.
A aprovação dos textos para publicação implica a cessão imediata e sem ônus dos direitos de publicação para a revista Psicologia USP, que terá a exclusividade de publicá-los primeiramente.
A revista incentiva autores a divulgarem os pdfs com a versão final de seus artigos em seus sites pessoais e institucionais, desde que estes sejam sem fins lucrativos e/ou comerciais, mencionando a publicação original em Psicologia USP.
