El sentido de la responsabilización en el contexto femenino de las medidas socioeducativas privativas de libertad
DOI:
https://doi.org/10.1590/0103-6564e220118Palabras clave:
responsabilidad, prácticas institucionales, socio-educación, adolescencia, psicología histórico-culturalResumen
Los marcos normativos inauguraron un nuevo modelo de socioeducación orientado a la responsabilización por las infracciones. Con base en la Psicología Histórico-Cultural, este estudio tuvo como objetivo analizar los significados de la responsabilización y sus prácticas por adolescentes institucionalizadas y por profesionales que actúan en una unidad socioeducativa femenina. Se utilizó una entrevista semiestructurada, posteriormente se analizaron los datos a partir de la construcción de categorías. En cuanto a los resultados, emergió el sentido de la responsabilización reducido a la responsabilización individual centrada en aspectos cognitivos, lo que lleva a culpabilizar a las adolescentes y despreciar la dimensión macrosocial; tal significado se expresó en las prácticas institucionales de responsabilización, que implican acciones educativas o terapéuticas y, sobre todo, retributivas, mediante la imposición del dolor. Frente a ello, se encontró que el discurso protector, basado en la lógica de la seguridad institucional, justifica la ampliación de las interdicciones y, por lo tanto, de las privaciones, lo que aumentaría las posibilidades de sanción.
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