Formación Psicoanalítica y Giro Epistémico: La Fisura Colonial en el Malestar Freudiano

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.1590/0103-6564e240061

Palabras clave:

sociogénesis, malestar, racismo, formación psicoanalítica, giro epistémico

Resumen

En este trabajo se realiza un breve recorrido sobre la conformación de la racionalidad moderna y su paradigma civilizacional a la luz de una sociogénesis fanoniana. Este primer momento prepara el terreno para levantar una reflexión histórico-crítica sobre la obra El malestar en la cultura. Esta elaboración, que incluye otros textos de Freud, busca interrogar sobre el alcance de la dimensión racial en las formulaciones del autor y sus implicaciones para una clínica situada en el contexto brasileño. La apuesta es que cierta ética desalienante, propia del psicoanálisis, señale las limitaciones del campo en cuanto a la denominación del racismo en los cuadros de sufrimiento contemporáneo, evitando el riesgo de tomarlo como “malestar” en términos freudianos y, por tanto, como cierta condición de vida social en el interior de un sistema capitalista cosificado. El trayecto argumentativo, al final, propone construir un paradigma pluriepistémico en la formación de psicoanalistas que favorezca la apertura de una escucha sociopolítica del sufrimiento en suelo brasileño.

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Publicado

2026-03-24

Número

Sección

Artículos

Cómo citar

Formación Psicoanalítica y Giro Epistémico: La Fisura Colonial en el Malestar Freudiano. (2026). Psicologia USP, 37, e240061. https://doi.org/10.1590/0103-6564e240061